Kiss: promotor diz que espuma não foi pedida pelo Ministério Público

Órgão fechou acordo com a boate antes da tragédia, que previa a contratação de um profissional para projeto de isolamento acústico


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Foto: Reprodução / Youtube/TJRS

O promotor de Santa Maria, Ricardo Lozza, quarta pessoa ouvida nesta quarta-feira (8), afirmou que o Ministério Público do Rio Grande do Sul não tem relação com a espuma utilizada na reforma da boate Kiss, responsável pelo agravamento do incêndio que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. Lozza explicou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) realizado com os proprietários da casa noturna antes da tragédia.

Segundo Lozza, o TAC tinha três eixos principais a serem acordados com o sócio e réu Elissandro Spohr: reparação de danos com pagamento de multa, regularização estabelecida por meio de um prazo dado e contratação de um profissional para fazer um projeto de isolamento acústico no estabelecimento. “Questionei se ele tinha licença, oficiei ao município. Foi dado um prazo para que ele buscasse a regularização junto ao município. No ensejo da tragédia, ele já tinha licença ambiental válida.

O terceiro ponto foi a contratação de um profissional habilitado para fazer um projeto de isolamento acústico e executar o projeto de isolamento acústico”, explicou o promotor. Lozza disse que seria incisivo ao afirmar que a colocação da espuma não foi solicitada pelo Ministério Público. “Jamais conversei com alguém sobre essa questão da espuma”, disse o promotor. “Não dá para dizer que a espuma tinha relação com o projeto que vem do TAC.

Isso é uma tremenda verdade e jamais o MP recomendou qualquer coisa em relação à espuma.” Ele disse ao juiz Orlando Faccini Neto que, ao longo de nove anos, escuta repetidamente três “inverdades”: a relação da espuma com o TAC, de que ele esteve na boate Kiss e de que ele tinha poderes para fechar a boate.

Fonte: R7

 

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