Lajeadense André Barbieri fecha Jogos Paralímpicos de Inverno como porta-bandeira brasileiro

“É uma honra que não cabe em mim”, disse o snowboarder, que terminou suas duas competições em 13º lugar; ele foi um dos seis brasileiros a participar dos jogos de Pequim


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André Barbieri carrega e balança a bandeira brasileira no enceramento dos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022 (Foto: Divulgação/IPC)

Coube ao snowboarder lajeadense André Barbieri protagonizar a última aparição brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022. Na manhã deste domingo (13), ele foi o porta-bandeira do país durante a cerimônia de encerramento, no icônico Estádio Ninho do Pássaro, na capital chinesa.

“Que felicidade, para coroar este momento, eternizar, é uma honra que não cabe em mim. Além de participar de todas as provas, tive a honra  de carregar a bandeira do nosso Brasil no encerramento dos Jogos”, comentou Barbieri.

André Barbieri se prepara para entrar no estádio (Foto: Arquivo pessoal)

O lajeadense André Barbieri, que mora na Califórnia (EUA), é amputado da perna esquerda, após um acidente com snowboard. Em Pequim, ele competiu nos snowboard cross e no banked slalom. Em ambas, terminou na 13ª colocação.

No dia da disputa do banked slalom, André celebrou duas coincidências pessoais: aniversário de um ano da filha mais nova e data em que teve de ser submetido à amputação após acidente com snowboard na Califórnia. Detalhe: a prova estava inicialmente marcada para o dia 12 de março, mas em decorrência do derretimento da neve, foi antecipada em um dia.

Lajeadense André Barbieri durante prova de snowboard banked slalom nos Jogos de Pequim (Foto: Ale Cabral/CPB)
Lajeadense André Barbieri durante prova de snowboard banked slalom nos Jogos de Pequim (Foto: Ale Cabral/CPB)

Esta foi apenas a terceira participação do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno – a primeira ocorrera há oito anos, em Sochi. A missão brasileira em Pequim, no entanto, entrou para a história por ter sido a maior entre todas, com seis atletas: além de Barbieri, no snowboard, o país foi representado por cinco esquiadores cross-country: a paranaense Aline Rocha, os paulistas Wesley Vinicius dos Santos e Guilherme Rocha, o rondoniense Cristian Ribera e o paraibano Robelson Lula.

Este foi o ciclo de maior investimento por parte do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nos esportes de neve, e o Brasil chegou a Pequim com a inédita medalha de prata na prova de sprint do cross-country no Mundial de Lillehammer, em janeiro deste ano, conquistada por Ribera.

Na neve artificial das montanhas de Zhangjiakou, cidade a 180km de Pequim, que recebeu tanto o cross-country como o snowboard, os brasileiros mostraram sensível evolução com os ensinamentos que só os Jogos Paralímpicos são capazes de proporcionar aos atletas de alto rendimento.

A cerimônia de encerramento de Pequim 2022 teve uma diferença para a de abertura, em 4 de março. Não houve outros membros da delegação brasileira durante o desfile no centro do estádio, porque os porta-bandeiras de todos os países participantes entraram no mesmo momento no centro do estádio.

Na abertura, o esquiador rondoniense Cristian Ribera e a esquiadora paranaense Aline Rocha conduziram o pavilhão nacional no Ninho do Pássaro, acompanhado de outros dois membros da delegação.  AI/RS

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