Lajeado objetiva ter 100% do esgoto tratado em 10 anos; condição é discutida com a Corsan em aditivo

O atual contrato em vigência foi assinado em 2008 e tem validade por 25 anos. Aditivo é necessário para cumprir regras do novo Marco Legal do Saneamento e em função da privatização da Corsan


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Foto: Natalia Ribeiro / Arquivo

Lajeado recebeu representantes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) nesta semana para discutir detalhes do contrato entre a empresa e o município. O atual contrato em vigência foi assinado em 2008 e tem validade por 25 anos.

Porém, em função no novo Marco do Saneamento Básico, aprovado pelo Congresso Nacional, e pela privatização da Corsan, prevista para fevereiro de 2022, há a necessidade de se realizar um aditivo contratual. Em entrevista ao programa Troca de Ideias desta sexta-feira (10), o prefeito Marcelo Caumo explicou como estão as tratativas.


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De acordo com o mandatário, o município tem sido claro quanto aos seus objetivos, e as propostas que chegam da estatal não têm sido favoráveis “porque elas não dão ênfase ao esgoto”. Caumo ressalta que Lajeado quer fixar no contrato a meta de, em 10 anos, ter 100% do esgoto tratado. “Estará no contrato, bem como regras de rescisão antecipada caso o cronograma não for executado”, afirma.

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Para o prefeito, é um tema que envolve toda a cidade. “É importante compartilhar com a Câmara, que está fazendo os debates sobre a questão para que a gente tenha a maior certeza e tranquilidade sobre esses marcos legais, que são importantes”, entende Caumo.

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Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

1 comentário

  1. Explique para a comunidade lajeadense que para ter 100% de esgoto tratado há a necessidade de obras impactantes na maioria do município a prefeitura está disposta mesmo em transformar as ruas centrais e dos bairros nobres em canteiros de obras??? E como fica os esgoto dos prédios das parcerias que hoje estão canalizados tudo pro pluvial??? Já explicaram prós moradores dos. Bairros conventos, parte da montanha, igrejinha e outros que hoje não são atendidos pela Corsan mas que se privatizar, a nova empresa só aceita se ficar com todo município??? Explicaram também que a fatura de água, se privatizar aumenta em torno de 15% devido aos encargos e lucros da nova empresa, sem falar na cobrança pela disponibilidade pelo esgoto que aumenta em torno de 50% o valor da fatura??? A prefeitura não é obrigada a assinar aditivo algum, tem contrato em vigor, só vai prejudicar a sua população. Certa vez não deixaram substituir a rede de água que passa embaixo da calçada na Júlio de castilhos com a justificativa que iria dar transtorno aos lojistas e agora dizem que vão colocar rede de esgoto lá onde precisa abrir toda extensão da rua e todas as calçadas para instalar os ramais para coleta. Sei… Depois quando verem as coisas piorar sem ter a chance de se arrepender e ver que o que falavam era tudo lorota é tarde

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