Lajeado oferece autoteste rápido de HIV para facilitar acesso ao serviço

O próprio usuário aplica em si mesmo o teste e a retirada pode ser feita por outra pessoa. Procedimento está disponível desde segunda-feira (29).


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Equipe do SAE explica ao usuário que faz a retirada do autoteste como é feita a aplicação (Foto: Gabriela Hautrive)

Com objetivo de aumentar a testagem e facilitar o acesso para população, desde segunda-feira (29), o Serviço de Assistência Especializada (SAE), setor vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa) da Prefeitura de Lajeado, está disponibilizando, sem custos, um autoteste rápido de HIV (vírus da imunodeficiência humana). O novo modelo é uma alternativa ao tradicional teste que já vem sendo realizado nas unidades de saúde.

Conforme a coordenadora do SAE, Waldirene Bedinoto, o autoteste é uma novidade para o município, um dos poucos do Estado do Rio Grande do Sul que oferece à população este tipo de recurso por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse teste vem com um diferencial, pois a pessoa que por alguma dificuldade não queira acessar os serviços, pode pedir para um terceiro realizar e fazer a testagem em casa”, explica.


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Inicialmente como um projeto piloto, foram disponibilizados 25 testes para Lajeado. A ideia é de que o repasse seja feito mensalmente. “É um insumo que vem para ficar”, relata Waldirene. Trata-se de um teste de triagem, por tanto o resultado não pode ser utilizado para o diagnóstico definitivo. “Se der negativo ok, mas se der positivo a pessoa tem que retornar à Unidade de Saúde para dar continuidade ao tratamento com realização de outros testes”.

O autoteste, chamado de Action, funciona com a mesma metodologia que os demais testes rápidos oferecidos nas unidades de saúde. A diferença é que o próprio usuário pode aplicar em si mesmo ou na companhia de alguém de sua confiança. O kit é composto por um dispositivo de coleta, lanceta automática, curativo e álcool sachê. O resultado é obtido entre 10 e 20 minutos.

O kit é composto por um dispositivo de coleta, lanceta automática, curativo e álcool sachê (Foto: Gabriela Hautrive)

A coordenadora do SAE explica como é feita a aplicação. “Faz uma pulsão digital, um furinho no dedo, com o material que vem e coloca o diluente a partir do passo a passo que está dentro da caixinha, é de fácil execução.” O equipamento conta com uma risquinho que dá a validação do teste e dois que representa o soropositivo. Se não aparecer nada, o teste é inválido. Se aparecer apenas um risco, é negativo.

O serviço ainda é recente no município, mas já há uma procura. “Ele veio meio de surpresa, estávamos aguardando, mas não sabíamos quando chegaria. Estamos fazendo contato com um público específico que consideramos de maior vulnerabilidade de uma possível contaminação pelo HIV, para que eles tenham nos procurem e tenham acesso ao serviço”, explica.

Coordenadora do Serviço de Assistência Especializada dee Lajeado, Waldirene Bedinoto (Foto: Gabriela Hautrive)

Mesmo que exista uma atenção maior para determinados públicos, os testes estão disponíveis para população em geral. “Tem muitos casais que são soro diferentes, um positivo e outro negativo, e as vezes esse que é negativo tem algumas dificuldades de acessar o serviço. Isso tudo está em andamento, mas o pessoal está gostando da ideia, é um insumo que vem para auxiliar”. A coordenadora destaca que, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será a qualidade de vida da pessoa. “É importante olharmos com bons olhos, estamos apostando e acredito que a população vá aceitar bem o serviço”, conclui.

Como retirar o autoteste rápido

Para obter o autoteste rápido de HIV, basta ir até a sede do Serviço de Assistência Especializada de Lajeado, localizado na Rua Alberto Torres, 560, no Centro. A retirada pode ser feita pelo usuário ou então por uma outra pessoa. Cada paciente consegue retirar até cinco testes por vez. Conforme Waldirene Bedinoto, o processo não é burocrático, as funcionárias do SAE apenas esplicam ao usuário como deve ser feito o teste e então entregam o kit para realiza do procedimento em casa.

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

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