Com edição única em 2015, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) volta a ser realizado em Lajeado. Durante lançamento oficial, na tarde desta segunda-feira (05), a Prefeitura e a Emater/RS-Ascar informaram a liberação de R$ 239 mil, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, para a compra de produtos da agricultura familiar. Nesse ano, serão 65 produtores de nove municípios do Vale do Taquari.


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Nove entidades assistenciais de Lajeado receberão os alimentos e farão a destinação aos usuários: Centro de Referência da Assistência Social (Cras), Fundação reabilitação deformidades crânio-faciais (Fundef), Associação de Deficientes Físicos de Lajeado (Adefil), Associação de Pais e Amigos dos Exepecionais (APAE), Abrigo São Chico, Vovolar, 300 de Gideon, Associação de Assistência à Infância e à Adolescência (Saidan) e Sociedade Lajeadense de Auxilio Aos Necessitados (Slan).

De acordo com o Gerente Regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, “800 famílias serão assistidas, o que representa cerca de quatro mil pessoas. Os beneficiários são indicados pelo Conselho de Assistência Social”, explica.

Autoridades, representantes da Emater e agricultores participaram do evento. Fotos: Natalia Ribeiro.

Lajeado tem 14 produtores aptos a participarem da iniciativa, porém, o número é insignificante quando comparado com a demanda. Por isso, 65 agricultores de nove municípios vão participar dessa edição. Eles são de Lajeado, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeado, Encantado, Pouso Novo, Progresso, Imigrante, Venâncio Aires e Mato Leitão.

Estão aptos a participar os agricultores que apresentarem “declaração de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)”, lembra o gerente. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura de Lajeado, Douglas Sandri, afirma que a qualidade dos produtos será feita pela Emater, responsável pela fiscalização.

Mesmo utilizando mão de obra de outros municípios, a administração municipal acredita que o programa trará retorno financeiro para a cidade. “Os recursos federais são mantidos aqui, provocando economia para o município, que não investe no programa” sustenta.

Assim como a prefeitura, os agricultores também celebram o programa. Moradora do Bairro Floresta, Sandra Mattje produz frutas e verduras há, pelo menos, 20 anos. Com o dinheiro, ela paga o estudo e a alimentação da família. “Tenho uma filha na faculdade, e a mensalidade sai toda dali. Também uso para comprar itens de alimentação que não produzo”, conta.

Trabalhando sozinha, ela temia pelo volume dos pedidos. Em 2015, decidiu participar da iniciativa e se diz satisfeita com os resultados. “Primeiro fiquei com o pé atrás, mas depois vi que era vantajoso e decidi participar. Fiquei insegura porque faço isso sozinha. Mas daí colocaram que eu só produziria o que eu conseguiria”, fala. Os pedidos são feitos semanalmente.

Além de Lajeado, os municípios de Arroio do Meio e Pouso Novo – que é pioneiro na ideia, participam do programa da União. NR

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