Levantamento de restrições na volta às aulas no RS agrada associação de prefeitos do Vale do Taquari

Abertura de diálogo no calendário proposto pelo Estado marcou encontro virtual na manhã desta terça-feira (1º).


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Vinte e sete associações regionais, uma delas do Vale do Taquari, participaram da reunião (Foto: Divulgação)

A possibilidade de dialogar mais abertamente com o governo do Rio Grande do Sul a respeito da volta às aulas agradou a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). Pelo menos é o que diz o presidente da entidade e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, que participou de reunião virtual das 9h às 11h desta terça-feira (1º). Participaram 27 associações regionais, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), prefeitos, secretários e membros do governo.


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O calendário apresentado pelo governo propõe o retorno a partir da próxima semana, com a Educação Infantil, em 8 de setembro. Depois o Ensino Superior e Médio, em 21 de setembro (rede estadual apenas em 13 de outubro), Ensino Fundamental – anos finais, em 28 de outubro; e Ensino Fundamental – anos iniciais, em 12 de novembro.

A proposta de volta pelos mais pequenos, o que desagradava a Amvat, foi mantida pelo Estado. De qualquer forma, o presidente entende que há avanços em comparação com o que era previsto. “Era simplesmente um não, sem a possibilidade de fazer nada”, diz. O primeiro protocolo era para o retorno às escolas nesta segunda-feira (31), sendo este rejeitado por 94% das prefeituras, conforme a Famurs.

Presidente da Amvat e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, defende discussão da proposta (Foto: Reprodução)

Na avaliação de Kaplan, os municípios terão a liberdade de optar pelos graus de retorno, ou seja, poderiam primeiro chamar os estudantes do Ensino Superior e Médio, ao invés daqueles que frequentam a Educação Infantil. “Acho que temos condições, sim, de voltar, mas precisa haver diálogo com pais, alunos, professores e gestores. Teremos de fazer adaptações no uso das salas e no transporte dos alunos.

A Amvat fará assembleia na próxima quinta-feira (3), às 9h30, no Estrela Palace Hotel, em Estrela. No encontro deve ser debatido o programa apresentado pelo Estado. Conforme o presidente, ainda não há consenso formado entre os 36 municípios associados à entidade. “Temos diversas posições, mas vejo um Vale mais preparado que muitas regiões. Penso que vamos ter um retorno gradual, com todos os cuidados. Temos muitos municípios preparados para a volta às aulas”, reflete.

A proposta

Para reabrir as escolas para as aulas presenciais os municípios terão de ter bandeira amarela ou então estarem por duas semanas na laranja. A cogestão do Distanciamento Controlado não se aplica nesse caso. O retorno será facultativo, a partir de aprovação em escrito pelos pais e responsáveis. Deverá ser feito distanciamento. Há a possibilidade de os alunos serem testados, mas o modelo ainda não foi definido.

Durante assembleia na Univates, em Lajeado, no dia 13 de agosto, a Amvat decidiu sugerir o retorno pelo Ensino Superior. A proposta teve como base estudo realizado pela Associação das Secretarias de Educação do Vale do Taquari (Asmevat), que, agora, espera a formalização da proposta para fazer manifestação. Ao fim da reunião desta terça-feira a Famurs disse que não aprova a volta às aulas neste momento.

O estudo apresentado pela equipe do governo estadual para a retomada presencial das aulas apresenta os seguintes critérios:

– Instituições de ensino deverão dispor de segurança sanitária e seguir os protocolos obrigatórios;
– Formalização dos Centros de Operações de Emergência em Saúde para Educação (COE-E) nas esferas local, municipal, regional e estadual;
– Plano de contingência e protocolos de identificação de casos sintomáticos;
– Limite de 50% nas salas de aula e carga horária diária limitada;
– Deverão ser priorizados alunos com dificuldade de aprendizado e de acesso ao ensino remoto.

Texto: Natalia Ribeiro
jornalismo@independente.com.br

2 Comentários

  1. Muito drama. E as Eleições ? Vai acontecer mesmo com trocentas pessoas na fila metendo tudo o dedo na máquina ? Tudo política. Bando de urubu.

  2. Exatamente…. chega de demagogia e drama, vamos retomar a vida normal ! Acabou a palhaçada, a farsa está aparecendo !

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