Lixo em rua do Americano causa incômodo a moradores

Com grande quantidade de estabelecimentos na área de alimentos, Rua 25 de Julho não tem espaços para colocação de contêineres e moradores buscam solução para acúmulo e odor.


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Foto: Divulgação

A quantidade acumulada de lixo e o mau cheiro chama atenção em uma das principais ruas do bairro Americano, em Lajeado. Um morador que prefere não se identificar, cita o problema com preocupação. “Em meio a prédios residenciais e estabelecimentos voltados à alimentação, vira um lixão a céu aberto”, explica.


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Ele conta ainda que há poucos lugares para a colocação de lixeiras ou contêineres, o que seria um dos motivos do problema. “A lixeira da rua, que já não comportava a demanda pelo volume gerado, foi removida, e nada foi colocado em sua substituição”, conta.

O morador salienta no entanto, que chegou entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, onde recebeu a explicação do quão seria difícil resolver o problema. “Entendo que é um lugar complicado pois existem muitos estabelecimentos de alimentação o que gera muito lixo e ninguém quer ter uma lixeira grande na frente do seu estabelecimento, acaba sendo difícil de resolver, Mas algo de fato tem que ser feito, tanto que queremos conversar com o proprietário de uma residência desocupada e antiga que existe próximo ao local para ver se não autoriza colocar em um container em frente ao terreno o que solucionaria parte do problema caso se aceitasse”, explica.

O morador conta que anteriormente havia um contêiner em frente a uma loja, mas devido ao transbordo e a sujeira que gerava, esse estabelecimento pediu para retirar o equipamento, o que entende ser compreensível.

O diretor da Secretaria do Meio Ambiente de Lajeado Renan Augusto Mallmann, reafirma a dificuldade de se resolver esta questão, e entende que a consciência na separação deveria existir, mas admite que em função do desenvolvimento rápido da cidade, tornou-se um problema histórico.

Ele lembra que muitas empresas colocam o seu resíduo junto à coleta pública indiscriminadamente, o que não deveria acontecer. “Existe uma lei recente que permite que os alimentos não servidos sejam revendidos a preços mais populares posteriormente pelos restaurantes, para que não virem uma grande quantidade de lixo. Esse tipo de atitude poderia diminuir o lixo o que ajudaria a diminuir o problema, mas nós sabemos o quão difícil é implantar essa cultura.”

O diretor lembra que a lei não exige que cada um tenha uma lixeira em frente a sua casa ou estabelecimento. “Existem pessoas que acabam mexendo depois nas lixeiras, e isso tudo prejudica o trabalho de recolhimento. Os tipos de lixo acabam se misturando, o que prejudica o recolhimento também. Portanto é um desafio da fiscalização mas não podemos ter fiscais em todos os lugares, mas vamos tentar uma solução” explica.

Mallmann ainda lembra que Lajeado vem tendo a diminuição de espaços para a instalação de aterros sanitários, o que também enxerga como um dos problemas. Segundo ele o município recebe cerca de 65 toneladas de lixo por dia.

Texto: Júlio César Lenhard

1 comentário

  1. Hehehe tá chegando às eleições ,cadê os candidatos que querem se reeleger,agora e a última hora pra fazer alguma coisa ainda ,já que em 4 anos ,se viu muito pouco trabalho.ganhou se méritos agora na pandemia por bater o pé com o governador, porque o restante da gestão tá fraquinho.

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