Lojas de Estrela e Lajeado registram aumento de 70% nas vendas de bicicletas durante a pandemia

Diretor do Vale Ciclismo, Fabricio Meneghini, entende que isso acontece pelo fato do ciclismo ser um esporte individual e que proporciona o bem-estar.


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A mais procurada é a bicicleta de cicloturismo (Foto: Gabriela Hautrive)

Empresas de diversos setores registraram queda nas vendas por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, mas por outro lado há quem teve aumento considerável na comercialização de seus produtos. É o caso das lojas de bicicletas. Conforme representantes de estabelecimentos de Estrela e Lajeado, o acréscimo foi de 70%. Segundo o vendedor da Casa do Ciclista, com sede nos dos municípios, Lucas Augusto Arthus, a procura foi maio principalmente no começo da pandemia, pelos meses de março e abril, não só por bicicletas, como também por outros artigos esportivos.


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“Área esportiva, de academia, aparelhos funcionais, de ginástica, por exemplo, halteres, tiveram aumento enorme também, junto com a bike”, relata. A mais procurada, conforme Arthus, é a bicicleta de cicloturismo. “São hoje conhecidas como as aro 29, pessoas usa muito para fazer passeios com a família, no interior, e até passeios mais longos, mais pesados.” O mesmo também é relatado pelo vendedor da loja Ponto da Bike, Diógenes Heberle. “Aqui mais vende é a aro 29, uma bicicleta para adulto que pode ser usada em trilha, estrada de chão e também anda bem no asfalto”, explica. No local o aumento das vendas também foi de 70%, inclusive com muitas compras feitas pela internet.

Arthus relata que a Casa do Ciclista nunca havia vendido tantas bicicletas no período de inverno como em 2020. “No inverno baixa bastante, até por isso temos a área fitness na loja, que dá uma equilibrada, mas nesse ano o que percebemos foi justamente ao contrário. Nos 37 anos da empresa, nunca vendemos tanto como nesse período”, destaca.

Vendedor da Casa do Ciclista, Lucas Augusto Arthus (Foto: Gabriela Hautrive)

Demais lojas também reforçaram o relato do funcionário. O proprietário da Bike Mania, Roberto Sbruzzi, disse ser o maior registro de vendas do empreendimento. Porém, eles também informam um problema que surgiu como consequência desse aumento em pouco tempo, que é a escassez de peças.

Com transporte suspenso em muitos locais do país e algumas empresas precisando reduzir sua capacidade de operação, diminuíram as entregas e produções de equipamentos. Segundo Arthus, algumas marcas estão em falta no mercado. “Muitas empresas não têm o que fornecer mais. Algumas não têm mais bicicletas para entregar, mas um lado bom é que além das pessoas que buscam algo para lazer e saúde, também há quem precisou de uma bike para transporte para ir ao trabalho, reparar seu equipamento, ou até mesmo comprar uma nova”. O vendedor ainda acrescenta que a maioria das pessoas que fazem a compra pensando em entrar para o ciclismo, acabam não dando sequência. “Diria que de 100%, 40% mantém e 60% acaba parando ao longo do tempo”, pondera.

Características do ciclismo são responsáveis pelo aumento nas vendas

O diretor do Vale Ciclismo da região, Fabricio Meneghini, explica que esse aumento nas vendas se deve as características do esporte, que proporciona o bem-estar e pode ser feito de forma individual, sem ter contato com outras pessoas, como é o caso do futebol.

Meneghini, sugere que além da bicicleta, as pessoas também possam adquirir itens de segurança. “Comprem um capacete junto, uma sinalização, andem com segurança, no lado correto da rua, não anda na contramão nem na calçada.” O diretor relata que os grupos de pedais estão retomando as atividades nesta semana, elas estavam suspensas desde março. O Vale Ciclismo irá completar seis anos e está aberto para novos integrantes.

Diretor do Vale Ciclismo da região, Fabricio Meneghini (Foto: Arquivo Pessoal)

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

 

 

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