Lucros de celebridades que já morreram, como Michael Jackson e Bob Marley, chegam a R$ 5,5 bi

Valor das negociações relacionadas a falecidos do entretenimento triplicou este ano, movimentando verdadeiras fortunas com seus acervos


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Prince é um dos artistas falecidos mais rentáveis de 2021 (Foto: Reprodução)

Em uma era onde remakes, reboots, remixes e live actions se tornaram as obras mais rentáveis do entretenimento, a demanda pela compra de direitos autorais e acervos tem movimentado bilhões nos bastidores da indústria cultural.

Prova disso é a fortuna que as celebridades já falecidas renderam em 2021. De acordo com o ranking anual de celebridades mortas mais bem pagas da “Forbes”, o valor dos investimentos relacionados a estrelas como Prince, Michael Jackson, Elvis Presley e Bob Marley, neste ano, ultrapassa R$ 5,5 bilhões, o triplo da quantia registrada em 2020.

Roald Dahl, criador de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, escreveu 43 livros e teve muito sucesso em vida, tanto que 16 de suas histórias se tornaram sucessos do cinema. Todavia, só em 2021 que o trabalho do autor rendeu quantias milionárias.

Em setembro, três décadas após a sua morte, a Netflix desembolsou US$ 684 milhões (R$ 3,9 bilhões) pelas obras do escritor. Com o acordo, a gigante do streaming planeja uma sequência de lançamentos, incluindo novas versões de “James e o Pêssego Gigante” e “Matilda”.

A negociação milionária colocou o autor infantil no topo da lista de celebridades mortas mais bem pagas de 2021, com ganhos de US$ 513 milhões (R$ 2,9 bilhões), uma vez que seus herdeiros tinham 75% das ações da Roald Dahl Story Company, ex-detentora dos direitos de Dahl.

O cantor Prince, falecido em 2016, surgiu na segunda posição da lista graças a um acordo que três de seus irmãos fizeram para vender 43% de sua propriedade intelectual, por US$ 120 milhões (R$ 681 milhões).

“A razão pela qual essas famílias fazem parceria conosco é porque querem que introduzamos a marca e as obras às novas gerações”, diz Larry Mestel, fundador e CEO da Primary Wave, agora responsável por boa parte das composições de Prince, à Forbes.

A empresa, que tem investido pesado em obras de artistas já falecidos, também colocou o cantor Luther Vandross e os compositores Bing Crosby e Gerry Goffin no ranking deste ano. Há rumores de que o próximo na lista de interesse da companhia é David Bowie, cuja família recebeu uma proposta de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) da Primary Wave.

Michael Jackson, que há oito anos liderava o levantamento da publicação de economia, apareceu na terceira posição do ranking em 2021, com US$ 75 milhões (R$ 426 milhões).

O catálogo Mijac Music do King of Pop, que inclui músicas de Ray Charles, Elvis e Aretha Franklin, atraiu um investimento de US$ 30 milhões este ano, ao passo que os 1,3 bilhões de streamings de “Billie Jean”, “Beat it” e “Rock With You” ajudaram a incrementar a receita.

Confira o ranking “Dead Celebrities 2021” da Forbes:

1 – Roald Dahl – US$ 513 milhões (R$ 2,9 bilhões)
2 – Prince – US$ 120 milhões (R$ 681 milhões)
3 – Michael Jackson – US$ 75 milhões (R$ 426 milhões)
4 – Charles Schulz – US$ 40 milhões (R$ 227 milhões)
5 – Dr. Seuss – US$ 35 milhões (R$ 199 milhões)
6 – Bing Crosby – US$ 33 milhões (R$ 187 milhões)
7 – Elvis Presley – US$ 30 milhões (R$ 170 milhões)
8 – Arnold Palmer – US$ 27 milhões (R$ 153 milhões)
9 – Gerry Goffin – US$ 23 milhões (R$ 130 milhões)
10 – Luther Vandross – US$ 21 milhões (R$ 119 milhões)
11 – Bob Marley – US$ 16 milhões (R$ 90 milhões)
12 – Juice Wrld – US$ 15 milhões (R$ 85 milhões)
13 – John Lennon – U

Fonte: Globo.com

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