Madre Bárbara realiza palestras sobre ciência, religião e atuações humanitárias

No fim dos encontros, os alunos saíram com ainda mais bagagem para suas decisões sobre a vida


0
Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (22) alunos do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio do Colégio Madre Bárbara participaram de dois momentos especiais de palestras. No turno da manhã, o professor, pesquisador e coordenador da TheoLab, Tiago Garros, esteve conversando com os jovens sobre Ciência x Religião e a tarde o coordenador de projetos da organização médico humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) Samuel Johann, falou sobre a atuação humanitária em outros contextos do mundo a partir do tema “Razão e compaixão, uma jornada humana”.

O professor de filosofia e religião do Madre Bárbara, David Orling, destaca que a instituição conta com diversas frentes de trabalho, de pesquisa e ação, com visão e bem comum sobre a ciência, a compaixão e o despertar do engajamento solidário e ético, caminhando para uma responsabilidade, a partir missão da Rede ICM. “As duas palestras apresentaram os aspectos abordados para fazer com que o aluno saiba racionalmente agir, mas o faça com compaixão, porque a razão não responde a todas as necessidades humanas”, diz.

Segundo Orling, na filosofia muitos desconfiaram que apenas a razão pudesse responder, mas o ser humano é compaixão e precisa se conectar, olhar para o outro e saber que o mundo opera em espírito cooperativo.

“Nosso espírito cooperativo é essencial para que alcancemos uma vida melhor e que nossa ciência seja radicada na vida humana e não mensurada pelo que o dinheiro possa comprar. Nas duas falas nossos alunos receberam um pouco mais daquilo que é compromisso da escola, pois precisam saber que o outro é importante, que a vida vale a pena, além de que ser solidário não é capricho, é desafio e essencialidade”, diz ao afirmar que se todos saírem da bolha, olharem para o outro e fizerem isso com razão e compaixão, o mundo pode mudar.

Encontros de reflexão e aprendizado

No fim dos encontros, os alunos saíram com ainda mais bagagem para suas decisões sobre a vida. O professor Tiago, conversou com os jovens sobre religião e ciência, ao explicar que existe uma narrativa corrente na sociedade que cientista não pode crer em Deus, assim como existe na igreja uma certa suspeita com a ciência.

“Estive conversando sobre essa percepção que está equivocada e não se sustenta sobre o ponto de vista histórico e atual de pesquisas empíricas que mostram que a maioria dos cientistas são religiosos e tem inclusive mais fé do que a população geral”, diz Tiago, ao mostrar porque na prática ela é bem mais complexa do que acham e existe sim muita cooperação e interação entre ciência e religião.

“Muitos cientistas eram cristãos e creem que ao fazer ciência estão descobrindo o mundo de Deus, o criador. Acredito que os jovens podem mudar essa geração para que saibam que muito do que espalham são mitos e bobagens de alguém que disse, e a maioria, nunca foi atrás para saber que não era verdade”, salienta.

Também marcou o dia, a fala do coordenador de projetos, Samuel Johann, que atua na organização Médicos Sem Fronteiras, em locais de conflitos armados, epidemias, catástrofes socioambientais, desnutrição e onde há dificuldades crônicas de acesso à saúde. Como coordenador, ele tem o papel de colocar em prática estratégias, analisar necessidades, coordenar equipes médicas, logísticas, administrativas, além da representação externa da organização. Nos últimos sete anos, passou boa parte do tempo viajando para países da África e Ásia, buscando ajudar da maneira que fosse possível.

Samuel é de Lajeado e conversou com os alunos sobre a atuação humanitária em outros contextos do mundo para que conheçam o trabalho que a organização faz. “Busquei a partir de minha experiência, inspirá-los para buscar o humanitarismo como opção de carreira. Muitos acreditam no viés que o trabalho humanitário tem que ser voluntário, mas não precisa ser assim. Conversei sobre quebrar a bolha e a tendência de vivermos na nossa realidade e achar que é só aquilo.”

Johann convidou os alunos a saberem o que está acontecendo no mundo e em outros países, nos conflitos, tragédias e a partir disso criarem consciência, mudarem a visão e se posicionarem de maneira mais humana. AI/VM

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui