Mãe vende pães e bolachas em Lajeado para sustentar a casa e o filho com traumatismo craniano

Agnaldo César de Lima (21) sofreu um acidente de trânsito. Família mora de aluguel e precisa de alimentos, roupas e ajuda financeira. Saiba como ajudar


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Sirlei e os filhos, Agnaldo César de Lima e sua irmã de 11 anos (Foto: Gabriela Hautrive)

Desde a madrugada do dia 7 de junho de 2020, a vida de Agnaldo César de Lima, de 21 anos, nunca mais foi a mesma. Vítima de um acidente de trânsito, o jovem sofreu uma grave lesão na cabeça que resultou em um traumatismo craniano. Também quebrou a clavícula e o joelho, tendo que ficar 25 dias internado no Hospital Bruno Born (HBB), em Lajeado, sendo 19 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os médicos chegaram a informar à família que iriam desligar os aparelhos, pois ele não tinha mais chances de sobreviver. Hoje, um pouco mais de um ano após o acidente, se recupera em casa, mas com muitas sequelas pelo fato de ter ficado com o lado esquerdo do corpo paralisado e dependendo de sua mãe, Sirlei da Silva (43), para realizar atividades como se alimentar, tomar banho e ir ao banheiro.


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Sirlei vende bolachas e calça virada por R$ 7 cada pacote (Foto: Gabriela Hautrive)

Diante da situação, Sirlei, que trabalhava em uma fábrica de calçados, precisou deixar o emprego para se dedicar exclusivamente aos cuidados do filho. Sem renda fixa mensal, a família, moradora do Bairro São Bento, em Lajeado, composta pela mãe e dois filhos, Lima e uma menina de 11 anos, passou a ter dificuldades financeiras. Falta desde alimentos, até roupas e valores para pagar o aluguel, água, luz e medicamentos. “A gente passa muitas necessidades, ele tem que tomar remédios e leite e eu não tenho dinheiro para comprar, ele não tem roupas para vestir direito, pois como fica só deitado, criou corpo e as roupas ficam pequenas”, conta. O único dinheiro mensal na casa vem das bolachas e pães que Sirlei produz e vende de porta em porta.

Além disso, contam com ajuda de vizinhos para doações de alimentos e uma pensão de R$ 300 que Lima recebe do pai. “Faço meus paẽs, bolacha, calça virada e pão de milho para conseguir sobreviver com eles”, relata. Há também dificuldades diárias nos cuidados com o jovem, que precisaria de adaptações na casa, principalmente no banheiro, para conseguir realizar suas tarefas de higiene pessoal. “Eu to com dor no braço, tenho que carregar ele para todos os lados, o banheiro está todo estragado e eu não tenho como arrumar, estamos vivendo assim, um vizinho, quando tem pena de nós, traz um pedacinho de carne”, conta Sirlei. Natural do município de Três Passos, e morando há cinco anos em Lajeado, eles não possuem familiares por perto, o que dificulta ainda mais a situação. “Não tenho para quem pedir ajuda, não conheço muitas pessoas”, completa.

Alguns voluntários que ficaram sabendo da história do jovem também decidiram ajudar e estão promovendo uma Ação Entre Amigos, popularmente conhecida como “rifa” para arrecadar valores. Além de Sirlei, Alana Auller, que não conhecia a família, está contribuindo com a venda dos números. “Ele precisa da nossa ajuda para conseguir se reabilitar e voltar a uma vida normal, então todos que quiserem contribuir, entrem em contato e juntos vamos conseguir deixar o Agnaldo bem”, pondera. Alana ficou sabendo da situação através de sua amiga Fernanda Patzlaff e ambas se colocaram à disposição para contribuírem com a causa.


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O acidente

O acidente que deixou o jovem com lesões aconteceu por volta das 3h30 da madrugada do domingo, dia 7 de junho de 2020, próximo a BRF, em Lajeado. Agnaldo César de Lima, que na época tinha 20 anos, estava no banco traseiro de um automóvel, que era ocupado por mais dois amigos, ocupantes dos bancos da frente do carro, motorista e caroneiro. O jovem não lembra detalhes de como aconteceu, apenas que estava dormindo no momento em que o carro capotou. Os outros ocupantes do veículo não sofreram nenhum ferimento.

Como ajudar

Quem deseja ajudar a família, além dos contatos das voluntárias Alana e Fernanda (9-9759-6368 ou 9-9335-0487), é possível falar diretamente com Sirlei, através do número 9-9589-6193, seja para comprar seus produtos ou então levar doações como alimentos e roupas. Também está disponível uma conta bancária para depósitos, operação: 013; conta poupança: 20757-7. Já o pix para transferências é o CPF em nome de Sirlei da Silva: 010.931.290.26.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

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