Mafioso italiano preso recebe arma por drone e atira na direção de colegas de cela

O detento de 28 anos é ligado à Camorra, a máfia napolitana, e deu três tiros em direção aos presos com que ele teve uma discussão há alguns dias


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Imagem ilustrativa; homem teria feito três disparos, mas nenhum dos seus colegas presidiários se feriu (Foto: Diana Macesanu/ Unsplash)

Um detento italiano ligado à máfia atirou em outros criminosos no presídio de Frosinone, distante cerca de 100 km de Roma. A pistola foi enviada para ele por um drone, segundo anunciaram fontes sindicais hoje. O detento de 28 anos é ligado à Camorra, a máfia napolitana, e deu três tiros em direção aos presos com que ele teve uma discussão há alguns dias. Ninguém ficou ferido.

“Ele ameaçou um guarda, pedindo a ele as chaves da cela dos detidos que pretendia atacar”, relatou o secretário-geral do sindicato carcerário autônomo Sappe, Donato Capece.

“O guarda teve que entregar as chaves, mas o detido não conseguiu abrir a porta”, acrescentou. Então, ele fez três disparos para dentro da cela.

Aconselhado por seu advogado, contatado com um celular inserido ilegalmente no presídio, o detento entregou a arma e o telefone, do qual retirou o cartão interno e o engoliu, acrescentou Capece.

“Acreditamos que a arma tenha chegado com um drone, mas não temos confirmação”, disse o sindicalista.

A ministra da Justiça, Marta Cartabia, ordenou uma inspeção no presídio. Nos últimos meses, os guardas têm sido alvo de ataques por parte dos detentos. Entre os países da União Europeia (UE), a Itália é um dos que registram mais superlotação carcerária, com cerca de 120 presos para cada 100 lugares, contra 115 na França, 97,3 na Suécia e 70,8 na Espanha, de acordo com o relatório do Conselho da Europa de 2020.

Em junho, outro escândalo envolveu a administração penitenciária, depois que um jornal publicou imagens de guardas agredindo detentos com cassetetes e socos em abril de 2020. Os agentes carcerários tentavam, segundo eles, conter um movimento de protesto pelas medidas contra a pandemia do coronavírus.

Fonte: UOL

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