Maior navio de cruzeiro do mundo atraca em Miami com 48 casos de Covid

Empresa disse que todos estão em quarentena. Embarcação já partiu para nova viagem pelo Caribe


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O maior navio de cruzeiro do mundo, da Royal Caribbean Cruises, o Symphony of the Seas, com 362 metros de comprimento, durante sua cerimônia de apresentação mundial, ancorado em um porto em Málaga, Espanha, 27 de março de 2018. (Foto: Jon Nazca/Reuters/Arquivo)

Quarenta e oito passageiros e tripulantes testaram positivo para Covid-19 no cruzeiro Symphony of the Seas da Royal Caribbean, que atracou em Miami no sábado (18), conforme declarou a empresa de cruzeiros no domingo.

A companhia disse que todas essas pessoas entraram em quarentena imediatamente após a constatação de que estavam com a doença. O Symphony of the Seas é atualmente o maior navio de cruzeiro do mundo.

O navio havia saído de Miami em 11 de dezembro com 6.091 passageiros e tripulantes a bordo, 95% dos quais totalmente vacinados. Dos 48 que testaram positivo para Covid-19, 98% estavam totalmente vacinados. A Royal Caribbean disse em um comunicado que os passageiros com teste positivo eram assintomáticos ou apresentavam sintomas leves. No entanto, passageiros ouvidos pelo jornal “Miami Herald” afirmaram que não é bem assim.

James Johnson e Connor O’Dell, um casal de noivos que mora em Orlando, estavam no Symphony of the Seas com um grupo de 12 integrantes de suas famílias, todos eles totalmente vacinados.

A tia de Johnson começou a se sentir muito mal, com dor de garganta e de ouvido, e mais tarde apresentou uma tosse forte. Após o teste positivo para Covid-19, Johnson disse que ela só passou por uma verificação de oxigenação e temperatura, depois foi informada de que a equipe médica estava sobrecarregada demais para monitorá-la mais de perto.

O casal e o resto do grupo, que estiveram em contato próximo com a tia de Johnson e foram à boate lotada do navio, disseram que receberam informações conflitantes da Royal Caribbean sobre se eles precisavam de quarentena. A empresa também teria dito que inicialmente não lhes ofereceriam testes de coronavírus.

“Pesquisamos e lemos suas políticas de Covid, em seu site eles dizem que têm recursos de teste excelentes, é por isso que pensamos que era seguro viajar”, reclama Johnson. “Eles falharam em seus próprios padrões de segurança.”

“Comprei o aspecto da segurança”, acrescenta O’Dell, cujo pai também testou positivo. “Eu li o site deles e pensei, ‘o quanto mais seguro você consegue ser? Todo mundo está vacinado e tem que fazer o teste.’ E então você embarca e se encontra no meio do surto”.

Fonte: G1

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