Mais de cinco mil toneladas de melancias devem ser comercializadas na região, diz Emater/RS

Maioria das frutas vendidas têm origem dos municípios de Capela de Santana, Montenegro, Taquari, Tabaí, Bom Princípio, Cruzeiro do Sul, Pareci Novo, Colinas e Estrela.


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Foto: Ilustrativa

Já faz oito anos que o seu Donaldo Queiroz, de 66 anos, trabalha com o filho na venda de melancia. Há dois anos eles possuem uma banca às margens da ERS-130. No ponto, além de melancia, eles também apostam no morango, abacaxi e uva. O idoso diz que é a única renda da família, e buscam alternativas em todas as épocas do ano. “Agora também é a época da uva, depois vendemos muito pinhão, no inverno é mais o pinhão e abacaxi, mas sempre se mantemos”, conta.


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Há mais tempo no ramo da fruta está José da Costa, que trabalha há 15 anos neste comércio. Além da banca de melancias em Lajeado, ele conta que aposta na venda nas residências. “Tenho um ponto de melancia em Lajeado, tenho mais umas camionetas que passam de casa em casa com melancia e melão. Sobrevivo disso já fazem 15 anos. Quando acaba a colheita da melancia, o que mais vendo é banana, maçã, batata e cebola, mas aí só de casa em casa”, diz.

Produção a mil

A produção para comercialização de melancias também cresce em algumas regiões, incluindo o Vale do Taquari. O engenheiro agrônomo da Emater/RS Marcos Schafer, diz que a origem da maioria das melancias comercializadas nesta época são dos municípios de Capela de Santana, Montenegro, Taquari, Tabaí, Bom Princípio, Cruzeiro do Sul, Pareci Novo, Colinas e Estrela. “Na beira das rodovias, onde as propriedades dos agricultores fazem divisa, muitos agricultores comercializam diretamente ao consumidor que passa, mas nas cidades maiores isso não é comum. Normalmente são comerciantes que compram as melancias dos produtores nas propriedades e vendem nas ruas ou mesmo em pequenos mercados”, ressalta.

Conforme ele, a produção comercial de melancia deve passar de cinco mil toneladas. “Na região deve chegar em torno de 5.600 toneladas produzidas em aproximadamente 300 hectares de produção, com 110 famílias envolvidas”, diz.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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