Mais escolas da região devem aderir à greve do magistério na próxima semana

Pelo menos sete escolas do Vale do Taquari não têm aulas desde a terça-feira (05), quando a greve foi deflagrada. Colégio mais populoso da região, o Castelinho, de Lajeado, também faz greve.


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Escola com maior número de alunos na região, o Castelinho de Lajeado é um dos educandários que terá o calendário letivo estendido até 2018. (Foto: Natalia Ribeiro)

A greve do magistério gaúcho deve ser ampliada no Vale do Taquari a partir da próxima segunda-feira (11). O 8º Núcleo do Cpers-Sindicato, com sede em Estrela, confirma novas adesões, além da continuidade da paralisação no Colégio Estadual presidente Castelo Branco, na Escola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo (Lajeado), na Escola Estadual de Ensino Médio de Estrela e no Instituto Estadual de Educação Estrela da Manhã (IEEM), também de Estrela, deflagrada na quarta-feira (04). A classe reclama o 21º parcelamento salarial, relativo à folha de agosto.


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Movimentos parciais ocorrem na Escola Estadual de Educação Básica Vidal de Negreiros (Estrela), Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Fett Filho (Lajeado), Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Antonina e Escola Estadual de Ensino Fundamental Nardy de Farias Alvim (Taquari). Conforme o presidente do 8º Núcleo, Gerson Johann, “as escolas têm sido visitadas com o objetivo de discutir as motivações da greve. Onde não há adesão total, os professores têm ido até delegacias para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra o governo do Estado”, conta.

A partir da próxima semana, a greve integral também será adotada pela Escola Pedro Scherer (Lajeado), Escola Estadual de Ensino Médio São Miguel (Cruzeiro do Sul) e Escola Estadual de Ensino Médio Santa Clara (Santa Clara do Sul). “O processo ainda deve se estender a outras cidades, como Taquari e Encantado”, o que garante a manutenção do ato em protesto ao parcelamento.

Para determinar o fim da mobilização, a classe aguarda o anúncio de uma solução, pelo Estado, para resolver o empasse envolvendo o salário dos trabalhadores vinculados ao Executivo gaúcho. Johann entende que “o parcelamento é extremamente danoso, mas vivemos com medo de outras iniciativas do governo, como renegociar a dívida sem que haja compensação da Lei Kandir, que tornaria o Rio Grande do Sul insolvente e com uma folha de pagamento ainda mais indefinida”.

Nova gestão regional

Há duas semana, o 8ª Núcleo do Cpers, que atende 84 escolas de 28 municípios do Vale do Taquari, tem nova direção. A chapa encabeçada pelo professor Gerson Johann, 57 anos, recebeu 473 votos no processo realizado em 27 e 28 de junho.

A entidade tem cerca de 2,4 mil associados, de Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Canudos do Vale, Capitão, Coqueiro Baixo, Cruzeiro do Sul, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Fazenda Vilanova, Imigrante, Lajeado, Marques de Souza, Muçum, Nova Bréscia, Paverama, Pouso Novo, Progresso, Relvado, Tabaí, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Roca Sales, Santa Clara do Sul, Sério, Vespasiano Corrêa e Westfália. O mandato será de três anos. NR

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