Mais importante do que a velocidade, é a direção na qual conduzimos nossas vidas

A vida é muito curta para ser desperdiçada com o que não é relevante


0
Foto: Divulgação

Há muito tempo, um fazendeiro chamado Francisco foi diagnosticado com uma doença terminal. Ele, que era viúvo, também era pai de três filhos e precisava passar a gestão dos negócios da família para um deles tocar. Seu Francisco passou dias pensando numa maneira que facilitasse a sua tomada de decisão, uma vez que ambos estavam muito preparados para tal missão. Como era inverno e a previsão do tempo confirmava geada para a manhã seguinte, Seu Francisco teve uma grande ideia. Pediu que os três filhos o encontrassem, na primeira hora da manhã seguinte, na porteira da propriedade. E foi isso que aconteceu. Na manhã seguinte, lá estavam todos reunidos. Seu Francisco, com o plano em mente, pediu que seus filhos cruzassem a extensão da propriedade, atravessando todo o campo sem olhar para trás.

A regra era, apenas, atravessar o campo sem olhar para trás. Foi isso que os três fizeram. Cruzaram as centenas de metros até chegar ao outro lado da propriedade, deixando marcas pelo caminho coberto de gelo. O pai observou a caminhada dos três filhos e percebeu que um deles fez uma curva, aumentando a distância entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Outro foi fazendo um ziguezague, aumentando ainda mais a distância percorrida. Já um dos filhos caminhou em linha reta, percorrendo a menor distância entre o ponto de partida e o ponto de chegada.

Após o exercício, Seu Francisco pediu para o filho que fez o caminho em curva explicar o motivo daquele percurso. Ele justificou que havia um desnível no campo, fazendo com que sua trajetória deixasse aquela curva desenhada. O filho que fez o ziguezague disse que, a cada momento, imaginava que pudesse estar saindo do trilho, resultando em diversas mudanças de direção ao longo do percurso. Já o filho que caminhou em linha reta, disse que fixou o olhar em um único ponto, do outro lado do campo, e simplesmente não pensou em mais nada, a não ser em chegar naquele ponto, curtindo cada segundo da caminhada.

Foi então que o pai decidiu: o filho que havia percorrido o campo em linha reta deveria ser o escolhido para comandar a fazenda. Os irmãos concordaram com a decisão após ouvirem atentamente a sábia explicação do pai. Seu Francisco disse que, ao longo da vida, surgirão inúmeras adversidades, porém não devemos permitir que elas tirem o nosso foco. Disse que haverão situações sedutoras pelo caminho, mas que nem sempre essas situações nos levarão ao melhor destino. Afirmou que momentos prazerosos poderão nos anestesiar, desviar nossa atenção, mas que devemos seguir em frente.

Muitos serão os momentos de sacrifício para que possamos conquistar o futuro, mas que devemos curtir cada segundo da caminhada pois a vida é muito curta para não ser desfrutada. Uma vida equilibrada é fundamental para que seja vivida com valor, afinal, mais cedo ou mais tarde, ela chegará ao fim.

As pessoas que acordam pela manhã e sabem o que precisa ser feito, normalmente são as pessoas que conseguem grandes resultados em suas vidas. Lógico que uma vida plena é uma vida que é conduzida com equilíbrio entre as mais diversas áreas. Somente assim, conseguiremos atingir nossos objetivos e ter uma vida plena. Pense nisso e ande a passos largos na direção de seus objetivos, afinal a vida é muito curta para ser desperdiçada com o que não é relevante. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui