Mais uma fruta do momento: a graviola, uma anonácea

Fruta não deve ser consumida por quem tem problemas renais pela quantidade de potássio. Quem tem pressão baixa deve ter cuidado


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Foto: Divulgação

Tenho sido consultado sobre a graviola, parece ser mais uma fruta do momento. Quando circula pela internet muitas informações logicamente desperta atenção. Quase sempre por algum “milagre”. Não é bem assim, sempre há alguns cuidados e não serve simplesmente para todos. Cada indivíduo tem suas características que precisam ser respeitadas.

A graviola (Annona muricata) é das famílias das Anonáceas e tem como “primas”: Pinha (Fruta do Conde, Quaresma ou Ata), Araticum e Atemoia entre as mais conhecidas. Esta família tem mais de 2400 espécies de árvores e arbustos com 4 a 6 metros. São plantas parecidas e levam nomes populares regionais.

De uma forma geral querem solos ricos e bem drenados, acidez entre 5,4 e 6,5 pH. Podem ser plantadas de sementes- pé franco, estacas ou enxertadas onde são mais uniformes e se consegue comprar em viveiristas legalizados.

Foto: Divulgação

No caso da graviola que tem casca lisa com espinhos aparentes ela é maior que a pinha e os gomos são difíceis de retirar. Tem gosto levemente ácido- agridoce. Como planta de origem tropical (Antilhas) não tolera muito frio e deve ser plantada em locais mais protegidos de geadas. Normalmente se planta em covas no espaçamento de 4x4m com esterco bem curtido. Tem alcançado bom preço no mercado.

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É rica em fibras, antioxidantes, vitamina C, complexo B, cálcio, açúcares naturais (atenção diabéticos) e potássio. Consumida em chás, suco, in natura, assada, cozida, cremes, doces e sorvete, receitas disponíveis na internet. E também como óleo para tratamento de pele. Por outro lado, não deve ser consumida por quem tem problemas renais pela quantidade de potássio. Quem tem pressão baixa deve ter cuidado ela pode diminuir mais ainda.

A informação de tratamento contra o câncer não há evidência médica que comprove. E quem faz quimioterapia deve consultar o médico porque pode interferir. Não se pode negar o uso terapêutico da graviola e como alimento, mas, vamos com calma. Não há milagre.
Vem sendo vendida em cápsulas e como complemento pela internet e lembro que deve ser considerado como medicamento. Consulte profissional que conheça e possa orientar. Tem concentração diferente de quando consumida de forma natural.

Por Nilo Cortez, engenheiro agrônomo.

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