Manifestação pede agilidade em obras de escola estadual de Lajeado

Escola Estadual Carlos Fett Filho, do Bairro Moinhos utiliza cozinha, refeitório, sala de aula e banheiros de CTG


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Manifestação iniciou na manhã deste sábado (2) (Foto: Gabriela Hautrive)

Um grupo de moradores do Bairro Moinhos e pessoas sensíveis a causa, iniciaram uma manifestação pacífica na manhã deste sábado (2) – que deve seguir até a tarde, no entroncamento das avenidas Pasqualini e Benjamin, com a rua Júlio de Castilho; nas proximidades do posto Faleiro, centro de Lajeado. Eles pedem melhores condições estruturais para os alunos que frequentam a Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Fett Filho, localizada na Cohab.

 

Um vídeo publicado recentemente nas redes sociais mostra a situação. Atualmente, os alunos precisam ir até o CTG Raízes do Sul, que fica ao lado, para ir ao banheiro; além da cozinha, do refeitório e de uma sala de aula que também ficam no local.

 


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O empresário e ex-estudante da escola, Cândido Roberto dos Santos, disse que o problema já é uma pauta antiga. “Uma situação que vem se arrastando há anos, 16 anos no mínimo, de uma escola na qual fui aluno, e que desde essa época funciona com salas improvisadas e pasmem, sem banheiros para as crianças”, relata.

Santos explica que há cerca de um mês foi feita a divulgação de um vídeo nas redes sociais e teve muitos acessos. “Até alguns políticos quiseram chegar até nós para poder saber do assunto e querer ajudar, mas até agora não teve nada de efetivo, então nós resolvemos nos unir com mais pessoas do bairro, ex-alunos, para publicamente fazer essa manifestação na esquina democrática de Lajeado, digamos assim, que é no entroncamento da Júlio com a Benjamin Constant”, pondera.

O objetivo, conforme o ex-estudante, é mostrar para comunidade de Lajeado e região tudo o que vem acontecendo na escola. “Eu acho que é uma vergonha, temos consciência que a escola é estadual, não é uma obrigação direta da prefeitura, não é desse mandato, dessa gestão atual, isso vem se arrastando há muito tempo, mas no nosso entender falta vontade dos nossos representantes municipais e regionais para que isso chegue até o Estado”, acredita Santos.

O empresário ressalta que não é um movimento partidário e sim um movimento que consiga uma solução para resolver o problema das crianças, pois esse é o principal objetivo. “São pessoas comuns, cidadãos, ex-alunos, que estão tentando ajudar as crianças, pois mesmo a escola sendo do Estado, as crianças são do município, e esse é o nosso entendimento, sem a burocratização do município, nossa visão é simples, se as crianças são do município, as pessoas devem ajudar, basicamente é isso que está acontecendo”, finaliza.

Conforme a titular da 3ª Coordenadoria Regional de Educação, Cássia Benini, um bloco da escola – que tem 173 alunos matriculados – precisou ser desmanchado pois havia ameaça de desmoronamento. Até que um novo prédio seja construído, o Estado alugou parte do CTG para utilização da cozinha, refeitório, uma sala de aula e os banheiros. “Quanto a previsão de data para iniciar a obra, não podemos estimar uma data certa. Porém estamos trabalhando para que esta obra aconteça o mais breve possível”, afirma.

Texto: Rita de Cássia
redacao@independente.com.br

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