Marcelo Caumo ressalta importância de demarcação de cotas para cheias do Rio Taquari

Prefeito de Lajeado vê dificuldade na realização de estudo em nível regional.


0
Foto: Tiago Silva

Nesta semana, por iniciativa do Ministério Público em Lajeado, lideranças regionais discutiram a possibilidade de realizado de um estudo de impacto regional das cheias do Rio Taquari. A discussão surgiu a partir de sugestão do promotor Sérgio Diefenbach, que instaurou, em novembro de 2019, um inquérito sobre licenças de construções nas áreas ribeirinhas do Bairro Carneiros, em Lajeado.


ouça a entrevista

 


 

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, em entrevista ao programa Troca de Ideias desta sexta-feira (29), diz que o novo plano diretor do município traz novos elementos e diretrizes para a ocupação dessas áreas no Bairro Carneiros. O chefe do Executivo não acredita na viabilidade da execução de um estudo regional. “O estudo regional é uma dificuldade porque teria que envolver todos os municípios”, pondera.

Porém, ressalta a importância de uma análise local para a marcação das cotas de enchente em cada área. Segundo Caumo, está nos planos da administração municipal realizar esse estudo no Bairro Carneiros e, de acordo com os resultados, regular alguns procedimentos.
O prefeito analisa que o estudo pode definir possibilidades de regularização de áreas com aterros “para que a gente tenha um crescimento sustentável e adequado do bairro como um todo”.

Marcelo Caumo destaca que Lajeado já conta com algumas réguas para aferição do nível do rio, como no Parque dos Dick, nos arredores da margem do rio e em alguns postes instalados pela cidade. O político nota que métodos alternativos ao sistema eletrônico de medição por georreferenciamento, que falhou na maior enchente do Taquari em 64 anos, são importantes em nível regional.

O gestor destaca que englobaria um sistema de medição que seria um suporte para as medições oficiais. Caumo afirma que, deste a última enchente, lideranças locais discutem o tema. “Desde lá avançamos para que tenhamos dois sistemas trabalhando de forma simultânea”, explica.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui