Márcia Scherer relata sentimento de insatisfação do eleitorado com a política

“O abandono dos bairros é uma queixa muito grande", afirma candidata do MDB à Prefeitura de Lajeado.


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Delegada aposentada concorre pelo MDB à Prefeitura de Lajeado (Foto: Rodrigo Gallas)

Na manhã deste domingo (15) de eleições, a candidata do MDB à Prefeitura de Lajeado, Márcia Scherer, falou sobre os desafios de participar de um processo eleitoral em meio à pandemia de coronavírus. Ela relembrou a sua caminhada em entrevista à Rádio Independente. Conforme ela, “o fato de ser espiritualizada nos torna humilde perante a vida e te faz compreender mais o ser humano”. Ela lamentou as limitações de aglomeração e de corpo a corpo com os eleitores. “Eu gosto muito de gente, de interagir”, ressalta.


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Conforme ela, a campanha fez uma busca ativa de pessoa nos bairros e um trabalho de mídia digital para compensar as restrições. “Teve diferenças, mas a gente conseguiu trabalhar muito bem pessoalmente com as pessoas. Elas foram muito receptivas”, destaca. “Nossa comunidade é composta de pessoas de muita cultura, de muita aceitação, e foi um aspecto muito positivo que eu vi.”

Nas caminhadas pela cidade, a candidata notou uma insatisfação com a política de modo geral. “Algumas pessoas, não é um número expressivo, mas a gente observou que está com o eleitorado.”

Márcia relatou os problemas que a população elencou. “O abandono dos bairros é uma queixa muito grande, saúde também é outra queixa muito grande. Também tenho observado muitas mulheres pedindo demissão de seus empregos e se colando como cuidadora de seus filhos em casa. É o que tenho observado: as mulheres ficando em casa para cuidarem de seus filhos durante a pandemia, e é um futuro incerto para elas; vai ter uma fila muito grande nas creches”, projeta.

A candidata observa uma distinção de classes sociais e uma exclusão no processo de desenvolvimento, conforme renda e bairros. “A gente sempre sentia essa dor junto com eles, porque é uma questão de inconformidade”, afirma. “A Lajeado do século 21 não merece mais isso, porque há recursos para a gente oferecer um serviço publico de qualidade para a cidade”.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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