Médico é apedrejado por familiares de vítima de covid-19 na Argentina

Ele explicou decisão de pedir demissão em uma carta publicada no Facebook.


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Foto: Reprodução/Facebook/Daniel Gatica

O médico Daniel Gatica chegou ao seu limite e decidiu que deixaria a linha de frente contra a pandemia de covid-19 na Argentina após ser apedrejado por parentes de um paciente que morreu por causa da doença. Ele explicou decisão de pedir demissão em uma carta publicada no Facebook em 13 de setembro: “Hoje digo basta, hoje sinto que fracassei”. Gatica contou que havia enfrentado “12 dias de puro estresse, apenas dando más notícias”.

“Estou cansado de ter três mortes em uma tarde ou cinco em uma noite e saber que nunca há um leito na UTI”, escreveu. “Quantas vezes eu dormi de pé ainda usando o EPI (equipamento de proteção individual) depois de atender 32, 40 ou 64 pacientes.” Gatica disse que, no hospital de Orán, cidade no interior da Argentina onde ele mora e trabalha, o oxigênio era um “luxo” há mais de um mês e que estava “cansado de ter que escolher para quem dar um leito ou um tubo de oxigênio semivazio”. “Tudo para quê? Receber isso… um ataque físico”, afirmou, referindo-se às pessoas que lançaram pedras contra ele ao saber da morte de um ente querido.

Fonte: G1

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