Médico fala sobre doença da caxumba

De acordo com Claudio Klein, doença apresentava maiores incidências antes da vacina ser inventada.


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Foto: Kainan Oliveira

A Caxumba é uma infecção viral que afeta as glândulas parótidas – um dos três pares de glândulas que produzes saliva. As parótidas estão situadas entre suas orelhas e à frente delas. Ela é muito mais comum em crianças, e pode afetar uma das glândulas ou as duas.

Algumas pessoas podem ter a doença sem apresentar qualquer sintoma, ou então sinais muito brandos da doença. Quando os sintomas de caxumba se desenvolvem, eles usualmente aparecem após duas ou três semanas do contato com o vírus. O primeiro e mais importante sintoma é o inchaço das glândulas salivares. Outros sintomas incluem febre, dor de cabeça, fadiga e fraqueza, perda de apetite e dor ao mastigar/engolir.


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De acordo com o médico pneumologista Claudio Klein, a caxumba era mais comum no Brasil antes da vacina ser inventada; contudo, estudos apontam que houve um aumento no índice no Rio Grande do Sul (RS) desde 2016. Em Lajeado, recentes casos no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco fizeram com que a população ficasse em alerta. Pelo menos 322 casos de caxumba foram notificados no Vale do Taquari no período de janeiro a junho de 2017. No Rio Grande do Sul, são cerca de 3 mil notificações individuais e 43 surtos, conforme dados da Secretaria de Saúde.

Klein destaca que a caxumba é uma doença que não traz muitos problemas, e não há um tratamento específico para ela. Assim como a maioria das infecções virais, a caxumba é tratada naturalmente pelo organismo. Felizmente, a maioria dos adultos e crianças se recupera da caxumba sem grandes complicações em duas semanas.

Altamente contagiosa, a caxumba é causada por um vírus transmitido através de contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas, similar à contaminação pela gripe. Costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera, e as crianças são as mais atingidas. KO

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