Médico psiquiatra comenta sobre jogos e séries que glorificam o suicídio no meio jovem

Segundo Fábio Vitória, pais devem monitorar atitudes de seus filhos na internet.


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Foto: Kainan Oliveira

Um dos assuntos que mais tem gerado preocupação no Brasil e no mundo é o jogo virtual da Baleia Azul. O passatempo, disputado pelas redes sociais, propõe ao jogador 50 desafios macabros que vão desde a automutilação até o suicídio.

Segundo o médico psiquiatra Fábio Vitória, o recente seriado da plataforma Netflix, Thirteen Reasons Why (Os Treze Porques), glorifica o suicídio, sem se dar conta que glorificar algo no meio jovem é muito perigoso e arriscado, tendo em vista que eles não tem capacidade de separar as coisas corretas. “Essa maturidade vai sendo adquirida ao longo da vida”, frisa.

Para o médico o suicídio ainda tem um grande tabu para ser quebrado. Ele cita que o jogo da Baleia Azul não é o problema da sociedade, mas se tornou um problema em função de como a sociedade está em relação a educação de crianças. “Quando a gente vê uma brincadeira em relação à Baleia Azul, a gente percebe o quanto a sociedade não leva a sério um tema extremamente importante”, comenta. Hoje, o suicídio entre adolescentes é a segunda causa de morte, e por isso, é um tema que deve ser amplamente discutido.


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Vitória comenta ainda que o fato dos adolescentes quererem testar seus limites é uma coisa natural, pois fazendo isso eles se sentem independentes. O médico destaca ainda que a falta de convivência familiar e o diálogo aberto faz com que os jovens ‘se percam dentro dos próprios quartos’, tornando mais fácil a participação neste tipo de jogos.

Ele lembra ainda que a internet se tornou uma facilitadora perante a participação, expansão e criação de jogos ou desafios que instiguem os jovens. KO

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