Médico psiquiatra defende restringir acesso a métodos utilizados para suicídios

Rafael Moreno cita a colocação de redes de proteção em pontes para evitar que suicidas em potencial possam cometer o ato


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Foto: Ilustrativa

O médico psiquiatra Rafael Moreno abordou o que dizem estudos científicos sobre estratégias para inibir os suicídios. Os comentários foram feitos no quadro Direto Ao Ponto desta segunda-feira (17), no Troca de Ideias. O profissional lembrou que, no Vale do Taquari, os índices de suicídios são quatro vezes maiores que a média nacional, e duas vezes superiores ao registrado no Rio Grande do Sul. Conforme Moreno, essa realidade de longa data fez com que os moradores da região naturalizassem essa situação. “Quem olha de fora vê que é um número terrível”, afirma.


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Para o psiquiatra, é mais eficiente restringir o uso do método mais utilizados em cada região, de acordo com a cultura local, do que investir somente em acompanhamento e tratamento no sistema de saúde. Conforme ele, é um custo altíssimo. O médico lembra que, para cada suicídio consumado, há outros 20 tentados, em média. Apesar de o Vale do Taquari ser uma das melhores regiões em estrutura de saúde mental do Brasil, os índices acima da média gera uma sobrecarga, percebe.

Por isso, Moreno defende e conversa com os secretários de Saúde locais para que destinem esforços em ações como identificar os meios utilizados e buscar limitá-los. Ele lembra o caso das pontes, que podem receber proteções com redes em suas laterais, para evitar que suicidas tenham a chande de saltar. “Essas estratégias são importantes”, destaca, assim como capacitar os profissionais na capacitação do atendimento inicial e em como atuar nas emergências.

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