Medo… Ah, o medo…

No quadro "Direto Ao Ponto" desta quarta-feira, no programa "Troca de Ideias", a participação do diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS, Gustavo Bozetti.


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Foto: Rodrigo Gallas

Quando a minha filha tinha 5 anos, ela tinha muito medo de cachorro. Todas as vezes que éramos convidados para jantar na casa de amigos, ao comunicá-la, nos deparávamos com a mesma pergunta: – Lá tem cachorro?

Certa vez, ao chegarmos em um jantar com amigos, lembro de uma daquelas cenas que podem deixar algum tipo de trauma em nossas vidas. Um cão, da raça Labrador, pulou na minha filha querendo brincar, nada mais do que brincar. Ela se assustou de tal maneira que tivemos que ir embora imediatamente, sem jantar. Resolvemos isso quando decidimos trazer um cão para morar conosco (Lupi é o nome dele). Hoje, nossa filha é completamente apaixonada por animais, em especial cães e cavalos.


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Da mesma maneira que o medo mudou as nossas vidas naquele momento, vejo o medo exercendo influência nas pessoas das mais diversas maneiras e nas mais diversas situações. Medo de empreender, de errar, de conduzir uma reunião, de fazer uma abordagem comercial. Medo de dirigir, de falar em púbico, de correr atrás dos próprios sonhos… É impressionante como o medo molda o resultado das pessoas durante uma vida. Vejo pessoas abrindo mão de carreiras promissoras por não saberem enfrentar os seus medos. O problema é quando não conseguimos ter consciência do impacto e do estrago que isso pode causar.

Napoleon Hill, em sua obra, diz que existem 7 medos básicos do ser humano, que são: medo da pobreza, medo da crítica, medo da doença e da dor física, medo de perder o amor de alguém, medo de perder a liberdade, medo da velhice e medo da morte. Poderíamos ficar debatendo estes medos por horas, abordando quantos deles, e por quantas vezes, limitaram nossas decisões e nossos resultados. Mas, hoje, quero abordar 3 níveis em que, normalmente, estes medos se manifestam. O primeiro nível é através do “temor”, que é aquele medo controlado, que trás cautela para nossas vidas. É o nível do medo que nos dá segurança para agir e que gera zelo e cuidado ao nosso dia a dia na busca dos nossos resultados. O segundo nível, é o medo “fóbico”, um pouco mais forte e intenso, que é aquele medo que existe apenas na própria mente de um indivíduo. Exemplos clássicos costumam acontecer em vôos comerciais, quando percebemos que uma pessoa está tranquila enquanto outra, sentada ao lado, apresenta alterações fisiológicas e descontroladas, geradas por um medo que fugiu do controle, mas que está apenas na mente daquele indivíduo. O terceiro nível do medo, é o “pânico”, que é aquele medo generalizado e que costuma paralisar um grupo de pessoas.

É interessante abordar esse assunto em meio a pandemia, pois é adequado percebermos de que maneira estamos permitindo que o medo interfira no nosso desempenho e na nossa rotina. Se é em nível de “temor”, nível “fóbico” ou nível “pânico”, o resultado pode ser completamente diferente. Lembro-me que no início da quarentena, eu cheguei a ver indícios de pânico na nossa comunidade. Ainda hoje, vejo pessoas com fobias, mas vejo que, para a grande maioria, o medo do vírus e da pandemia está em nível de “temor”, que trás prudência para conduzirmos as nossas vidas, mas também permite que possamos viver e desfrutar dessa vida.

Afinal nós, seres humanos, muitas vezes somos os idealizadores dos nossos próprios medos, e também os responsáveis por permitir e administrar o impacto destes medos em nossas vidas. A grande reflexão aqui é que, após a pandemia, o sol continuará nascendo e se pondo no horizonte. O verão chegará após a primavera e o outono antecederá o inverno enquanto as folhas das árvores cairão ao chão. A vida continuará após a pandemia, e colheremos os resultados das nossas escolhas e decisões. Um forte abraço e que tenhamos CORAGEM para viver o que a vida tem de melhor para oferecer.

Siga Gustavo Bozetti no Instagram @gustavobozetti.

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