Meganavio encalha no Canal de Suez e causa congestionamento naval

Um cargueiro de 220 mil toneladas e 400 metros de comprimento foi atingido por uma rajada de vento e encalhou em uma das principais passagens náuticas do mundo


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Foto do cargueiro Ever Given, que encalhou no Canal de Suez (Foto: Axel Rutte/AP)

Um grande navio de carga encalhou na terça-feira (24) no Canal de Suez, no Egito, depois de ter sido atingido por uma rajada de vento, e causou um grande congestionamento naval no canal, uma das passagens mais importantes para o comércio mundial.

O canal seguia bloqueado nesta quarta-feira. Oito barcos menores tentavam rebocar o cargueiro.

O navio chama-se Ever Given, pesa 220 mil toneladas e tem 400 metros de comprimento e, por essas dimensões, é considerado um meganavio.

O Ever Given, que foi construído em 2018 tinha como destino o porto de Rotterdam, na Holanda.

O Ever Given está encalhado no sul do canal. Já houve tentativas de recolocá-lo em flutuação, mas isso não aconteceu.

Inicialmente, pensou-se que o navio tinha ficado sem energia, mas a empresa que o opera, a Evergreen Marine Corp, afirmou que o cargueiro encalhou depois de uma rajada de vento.

Meteorologistas do Egito afirmaram que, de fato, houve fortes ventos na terça-feira, que chegaram a 50 km/h.

A tripulação está segura, disse nesta quarta-feira a empresa Bernhard Schulte Shipmanagement, que gerencia o cargueiro. Não houve vazamento de óleo.

Imagem aérea mostra cargueiro encalhado no Canal de Suez, em 23 de março de 2021 (Foto: Planet Labs Inc./AP)

Canal bloqueado

O navio bloqueou o canal. Isso pode ter um efeito significativo no tráfego entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, afirmou, na quarta-feira, Salvatore Mercogliano, um ex-marinheiro mercantil e professor de história da Universidade Campbell, nos Estados Unidos.

“Todos os dias, cerca de 50 navios passam pelo canal”, disse ele. O professor afirma que cada dia que o canal fica fechado implica atrasos na entrega de comida, combustível e produtos industrializados que são comercializados entre a Europa e a Ásia.

Fonte: G1

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