Mel ajuda sim, mas…

Confira a coluna do engenheiro agrônomo Nilo Cortez e saiba quando o mel faz bem, ou não.


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Foto: Divulgação

Na nossa região muitas propriedades tinham caixas de abelha com ferrão e mesmo ao redor da cidade. O crescimento foi afastando e os tradicionais pequenos apicultores foram desistindo. Ficaram alguns que atuam comercialmente com abelhas de ferrão “Apis sp” . De uns tempos para cá começou a aparecer os meliponicultores criadores de abelha sem ferrão.

A turma mais vivida deve se lembrar que o mel fazia parte das propriedades como alimento, adoçante, bolos, bolachas, pães, balas etc. E também na medicina caseira natural. Está com tosse, colherada de mel — mel com leite quente, chá de limão e mel. Choro de criança —mel no bico;  gripe, resfriado e tantas outras. Mas isso funciona? Alguma coisa sim; outras, não.

Com algumas informações da ‘Revista da Saúde de outubro/20″, fomos pesquisar. Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, consultaram trabalhos referente ao uso do mel. E conseguiram provar que sim, o mel melhora o controle de tosses e resfriados. E funciona mais que antibióticos. Por queê? Antibióticos é para bactérias e resfriado é causada por vírus. Tomando errado ajuda as bactérias ganhar resistência e quando precisar do remédio não faz o efeito adequado. Cuidado com a automedicação. Gripe é gripe e resfriado é outra coisa e isto pertence aos médicos.

A recomendação do uso do mel, muita água, boa alimentação, roupa adequada e muito descanso ajuda a passar o ciclo do resfriado.

Na composição do mel há cerca de 180 componentes variáveis conforme a espécie de abelhas, clima, solo, flores, sol, manejo e tanto faz com ou sem ferrão. Ele é antioxidante potente, ajuda o corpo a melhorar a imunidade e fortalece o combate aos vírus causadores.
Já aquela história de colocar mel no bico ou adoçar o leite para crianças não é bem assim. Criança até um ano não tem a sua imunidade completa e não deve ganhar mel. Se tiver contaminado inclusive com botulismo causa graves problemas. E mais: não dê antes de dois anos, ou retarde mais ainda para não o habituar a doçura, e mais tarde ter problemas alimentares. Isso é com os médicos e as nutricionistas.

Outro alerta: a quantidade que se vai ingerir e a ser usada deve ser “orientado por profissional” uma vez que o mel e o açúcar branco são muito parecidos e se exagerar não terá o efeito esperado. E ainda há tendência de colocar mais mel que o açúcar.
Cuidado maior com os pré-diabéticos e os diabéticos o mel é formado por açúcar simples e vai praticamente direto para a corrente sanguínea.

Portanto, o mel é bom sim. Mas há regras para não se tornar problema. A geleia real considerada antibiótico natural e tem o que o mel tem em quantidade reforçada, e da mesma forma há como consumir. A própolis também tem suas regras de uso para ser o antibiótico, anti-inflamatório e os antioxidantes potente que é.

Dados da Embrapa: o Brasil tem em torno de 2.000 espécies de abelhas, sendo de 300 a 350 sem ferrão. E destas, algumas são criadas por serem mais produtivas e aceitarem o manejo. Mel medicinal de grande valia e ganhando mercado. E atualmente “é fino ou ecológico ou estar de bem com a natureza” criar estas abelhas. Mesmo em áreas urbanas. E tem se tornado um bom mercado de venda de caixinhas com abelha e ou seu mel.

Considerado medicinal, antioxidante, antibacteriano e bom alimento. Já o que dizem ser pré-biótico tem controvérsia. E ainda: as abelhas são grandes auxiliares de nossas plantas. E lembro que 75% dos nossos alimentos precisam das abelhas polinizadoras para que nós possamos tomar café, almoçar e jantar.

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