Melhor carne é do cabrito

Pesquisas da Universidade Federal do Paraná mostram que é a carne mais magra e saudável.


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Foto: Divulgação

Primeiro vamos definir algumas coisas. Cabra é a fêmea do bode que geram o filhote cabrito (caprinos). Não confundir com carneiro o macho da ovelha que geram o cordeiro/ borrego (ovinos). E carne de cabrito não tem nada a ver com ovelha. Quando o cabrito ainda está mamando e é abatido entre 2 e 3 meses cerca de 4 a 6 quilos é chamado de cabrito-mamão. Abatido adulto entre 4 a 6 meses perto de 12 quilos quando tem a melhor carne.

Pesquisas da Universidade Federal do Paraná mostra que é a carne mais magra e saudável. Além disto tem baixo teor de colesterol, altos índices de nutrientes, baixo teor de calorias, alta digestibilidade e bons níveis de proteína e ferro.

Comparando com outras carnes ela tem 40% menos gordura do frango sem pele, 850% menos que a carne bovina, 900% menos do que a da ovelha e 1100% menos que suínos. Podemos ainda dizer que é rica em cálcio, ômega3 e ômega6 ajudando muito a resistência imunológica.

Se considerado o peso de carne dos animais abatidos as dez mais são: 1- Suínos, 2- ovelha/carneiro, 3- cabra, 4-peixes, 5- frango, 6-bovina, 7- peru, 8- pato, 9- ganso, 10- coelho. Se somarmos as aves fica só atrás dos suínos, mas muito próximo. E os caprinos do nosso tema fica em terceiro.

O EUA é o maior importador de carne de cabrito. Nordeste é um grande consumidor e em São Paulo é mais consumida por italianos, árabes, judeus e portugueses. Os maiores produtores de caprinos são Floresta e Petrolina (PE), e Casa Nova e Juazeiro (BA). O número de cabeças fica entre 9 e 10 milhões no Brasil. Quase sempre abatido com muita idade 15-16 meses quando o ideal seria 8 meses. Perde um pouco da qualidade “gourmet”.
Me lembro de trabalhos com caprinos na região mais voltado para o leite.

Até bode da LBA andou por aí, mas terminaram comendo os reprodutores. Chegamos a ter uma Associação no Vale. A dificuldade de um laticínio voltado para a produção encarecia e desmotivou o pessoal. Há quem crie para consumo próprio sem muito cuidado. Mas poderia ser olhado com mais cuidado para consumo na propriedade e em reuniões e festas em casa. Sempre é uma carne que chama atenção. Mas não cercar um mato e soltar para se virar.

Boas informações podem ser obtidas pela internet na EMBRAPA Caprinos, Associação Brasileira de Criadores de Caprinos- ABCC em Recife (PE). Também com a EMATER pode ser conseguido algumas dicas. No RS a CAPRISUL- Associação de Criadores de Caprinos do RS-POA o site está fora do ar.

Fazer uma criação com tecnologia pode ser lucrativa vendendo o animal vivo. Abatedouro não conheço na região. Mas pode ter algum autorizado para isso. Em caso de consumo em casa usando as boas prática de abate e muita higiene é possível fazer. Receitas para preparo tem muitas disponíveis é só consultar.

Por Nilo Cortez. 

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