Melhoria na mobilidade urbana de Lajeado passa por transporte público de qualidade e conexão entre ciclofaixas

Presidente da Seavat explicou que propostas estão na Política Municipal de Mobilidade Urbana e precisam ser trabalhadas


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Evelise Ribeiro (Foto: Gilson Lussani)

Aprovado no dia 12 de março na Câmara de Vereadores de Lajeado, o projeto que institui a Política Municipal de Mobilidade Urbana está dividido em quatro eixos. São eles a educação para a mobilidade urbana, os modos não motorizados, os modos motorizados e o sistema viário. Na prática, o objetivo é organizar o deslocamento de veículos e pessoas pela cidade, com diversas ações planejadas. A presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Vale do Alto Taquari, Seavat, Evelise Ribeiro, concedeu entrevista ao programa Troca de Ideias desta segunda-feira (25) e afirmou que oferecer um transporte público de qualidade e conectar as ciclofaixas são fundamentais para o desenvolvimento da proposta.

Quando há o debate sobre a mobilidade urbana, o aumento significativo da circulação de automóveis na cidade é um dos principais pontos a serem melhorados. Evelise Ribeiro explicou que, para reduzir o tráfego nas áreas centrais, é preciso oferecer alternativas eficientes às pessoas. O transporte público deve ser atraente, com conforto e rapidez.

Outra opção é o deslocamento com bicicletas ou motos elétricas. A presidente da Seavat relatou que hoje existem ciclofaixas na cidade, mas de forma isolada, sem conexão entre elas. Além disso, estacionamentos específicos precisam ser pensados para incentivar as pessoas a utilizar esse meio de transporte.

Evelise Ribeiro citou que o ideal seria que o automóvel só fosse utilizado por quem realmente tenha uma necessidade de deslocamento constante durante o dia. Lembrou que muitos deixam o carro parado o dia inteiro, ocupando uma vaga de estacionamento durante o período de trabalho. O deslocamento de casa para o serviço também dificulta a mobilidade nos horários de pico. “Lajeado é uma cidade que está expandindo muito, algumas áreas já tem problemas de muita densificação de pessoas, então a gente tem que tentar fazer com que esses espaços públicos sejam otimizados da melhor forma possível”, considerou.

Cota 27 e Carta Hidrológica

A presidente da Seavat ainda falou sobre a cota de 27 metros para as novas construções em Lajeado, em função das enchentes do Rio Taquari. Evelise Ribeiro revelou que seu entendimento é que o ideal seria aumentar esse metragem, em função das cheias históricas de 2023 e que ultrapassaram essa cota. No entanto, reconheceu a dificuldade de alteração, pois deveria envolver um estudo técnico refazendo ou atualizando a carta hidrológica da cidade.

Texto: Gilson Lussani
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