Membro da Otan, Turquia se opõe à entrada de Suécia e Finlândia na aliança militar

Presidente turco, Tayip Erdogan, argumenta que países escandinavos abrigam curdos considerados terroristas por Ancara. Embora seja membro da aliança militar ocidental desde a década de 1950, Turquia tem relação de proximidade com a Rússia


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Os presidentes Erdogan e Putin desenvolveram uma 'amizade pragmática' ao longo dos anos (Foto: Getty Images/Via BBC)

A Turquia se opôs nesta sexta-feira (13) à entrada da Finlândia e da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). É a primeira vez que um membro da aliança militar do Ocidente se manifesta contra a adesão dos dois países escandinavos, que eram neutros mas após a invasão Rússia na Ucrânia decidiu aderir à Otan.

O presidente da Turquia, Tayip Erdogan, disse que seu país, membro da Otan desde a década de 1950, não é favorável à adesão da Finlândia e da Suécia, que devem apresentar a candidatura para ingressar na aliança já na semana que vem.

Para tentar dar fim ao impasse, os ministros de Relações Exteriores da Suécia, da Finlândia e da Turquia se reunirão neste sábado (14) em Berlim, na Alemanha, onde discutirão um acordo.

Apesar de fazer parte da Otan, a Turquia também mantém relações fortes com a Rússia, um de seus principais parceiros comerciais. E o Kremlin já prometeu retaliações sem precedentes caso os países escandinavos, próximos à Rússia geograficamente, ingressem na aliança militar.

Oficialmente, porém, Erdogan argumentou que Finlândia e Suécia “dão abrigo” a refugiados curdos que, segundo ele, fazem parte do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, grupo considerado terrorista pela Turquia.

“Não temos uma opinião positiva. Os países escandinavos são como uma casa de hóspedes para organizações terroristas”, declarou.

A reação da Turquia é a primeira voz dissonante dentro da Otan sobre a possibilidade de Finlândia e Suécia aderirem à Aliança do Atlântico Norte.

Desde o início da crise e depois da invasão russa da Ucrânia, a Turquia tem feito o possível para manter boas relações com os dois países, dos quais sua economia depende muito.

Fonte: G1

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