Menos barulho, mais colorido: proprietário da Casa Müller nota mudança de cultura nas vendas de fogos de artifício

Segundo Jaime Sulzbach, todos os fogos geram barulho, pois precisam do estampido para serem ejetados, mas devem respeitar a normativa de até 100 decibéis a 100 metros de altura


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Jaime Cristiano Sulzbach, proprietário da Casa Müller (Foto: Rodrigo Gallas)

A cada ano que passa, os fogos de artifício vendidos no Ano Novo estão mais coloridos e com menos barulho, percebe o proprietário da Casa Müller, Jaime Cristiano Sulzbach. Isto faz parte da cultura das pessoas, que estão mais preocupadas com a poluição sonora gerada por esse tipo de artefato, podendo causar graves perturbações, tanto para pessoas como para animais. Por outro lado, o colorido dos fogos é mais atraente, o que também cativa a mudança de comportamento.

Sulzbach pondera que todos os fogos geram barulho, alguns mais, outros menos. “Na forma como são produzidos, eles precisam do estampido para serem ejetados, impulsionados”, explica. Apesar do estampido presente, estes devem respeitar a normativa de produzirem até 100 decibéis de poluição sonora a 100 metros de altura.

Desde 2019, é regulamentado pelo governador do Estado, Eduardo Leite, que a soltura de fogos de artifício deve respeitar estes limites. O proprietário da Casa Müller, estabelecimento com quase um século de tradição atuando na comercialização de fogos de artifício em Lajeado, informa que hoje os fabricantes acabam reduzindo ainda mais os ruídos do que o limite estabelecido, pois com esta ação, também se reduzem os custos de produção.

Em caso de desobediência, segundo a normativa, poderá ser aplicada multa que varia de R$ 2 mil a R$ 10 mil, conforme a quantidade de fogos utilizados. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor da multa será dobrado.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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