Merendeiras de escolas estaduais no Vale do Taquari estão com salários atrasados

3ª CRE diz que Secretaria Estadual de Educação já foi informada e que empresa terceirizada será notificada


0
Foto: Ilustrativa

Merendeiras que trabalham em escolas estudais no Vale do Taquari relatam estarem com salários atrasados referentes ao mês de fevereiro e março. A empresa terceirizada que realiza os pagamentos é a Purify Conservação de Edifícios Ltda, de Porto Alegre.

Uma das funcionárias, que prefere não ter o nome relevado, trabalha em uma escola estadual em Forquetinha e conta que não recebeu os valores de vale-alimentação e transporte. “A gente começou trabalhar no dia 14 de fevereiro. Nosso contrato prevê vale-alimentação e transporte, mas a gente não tem recebido corretamente. Recebemos os dias trabalhados de fevereiro no fim de março, mas não veio os vales”, relata.

Outra trabalhadora, que também não quer sua identidade divulgada, fala que além de não efetuar o pagamento, a empresa bloqueou seu número no WhatsApp. “Eles bloquearam a gente, mandei mensagem na terça-feira sobre meu acerto e até hoje não responderam”, conta. Esta funcionária trabalhava em uma escola estadual em Arroio do Meio, mas pediu demissão por não estar recebendo.

A outra merendeira diz que a empresa deveria efetuar o pagamento do salário nesta quinta-feira (7), mas isso não ocorreu. “A gente está pagando para vir trabalhar porque os dias que recebemos não cobriu os vales transporte e alimentação. A gente não sabe mais o que fazer”, desabafa.

Na mesma linha vai a sua colega de profissão. A trabalhadora conta que está com aluguel atrasado e luz prestes a ser cortada. “Desde que comecei a trabalhar para essa empresa me apertei, aluguel atrasado, internet cortada, luz será cortada, não tem cabimento passar por necessidades sendo que eu trabalhei certinho”, afirma.

A coordenadora da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), Cássia Benini, informou que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) já foi informada e que empresa terceirizada será notificada. Até o fechamento desta reportagem, a Seduc não havia respondido os questionamentos da Rádio Independente.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui