Minha patroa me ensinou a ser patroa, diz Dirce Becker Delwing, ex-empregada doméstica

Profissão foi fundamental na sua trajetória para buscar a ascensão profissional. Hoje, ela é jornalista colaboradora do Grupo Independente, psicóloga e psicanalista clínica


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Dirce Becker Delwing, jornalista, psicóloga e psicanalista clínica (Foto: Rodrigo Gallas)

O Dia da Empregada Doméstica foi celebrado na última quarta-feira, 27 de abril. Para marcar a data, o programa Panorama recebeu a ex-empregada doméstica Dirce Becker Delwing. Ela conta que a profissão foi fundamental na sua trajetória para buscar a ascensão profissional. Hoje ela é jornalista colaboradora do Grupo Independente, psicóloga e psicanalista clínica. Inclusive, já teve e tem empregados que trabalham para ela. “Minha patroa me ensinou a ser patroa. Hoje tenho relações muito bonitas com as pessoas que trabalham na minha casa”, conta.

 

O trabalho dentro do lar exige muito esforço e dedicação. Foi desta maneira que Dirce construiu boas relações e conquistou a amizade de contratantes. Dentre estas, destaca a relação com uma patroa com quem atuou durante três anos e meio em Arroio do Meio e, até hoje, mantém laços firmes.

Em suas conversas com ela (a patroa), sempre encerra dizendo: “Eu te amo.” “Eu não poderia dizer outra coisa. Foi uma mulher que foi e é uma referência na minha vida.” Dirce continua: “Ela me chama de filha do coração e eu digo: ‘minha mãe do coração'”.

“A relação comigo era de muito respeito e afeto. [..] Mas eu sabia o meu lugar, tinha os serviços domésticos para fazer”, conta. Neste sentido, diz que a empregada deve saber se colocar no lugar dela.

Nem tudo são flores

Apesar desta história inspiradora, Dirce relata ter passado por alguns perrengues: como a patroa que a colocava para dormir no quarto dos fundos. A ex-empregada diz que sentia medo de adormecer no local.

Nos períodos de férias, por várias ocasiões, trabalhava nas casas de famílias na praia, “mas aí eram famílias que eu não conhecia e me contratavam por períodos. Tive vivências muito boas e outras que me marcaram de forma negativa, que eu não quero repetir na minha casa e nas relações que eu estabeleço.”

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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