“Minha vida só tende a melhorar e a desse atleta com certeza vai ser muito ruim e é o que ele merece”, desabafa árbitro

Rodrigo Crivellaro que foi agredido por jogador durante uma partida da Divisão de Acesso, em Venâncio Aires, nesta segunda-feira (4), concedeu entrevista para a Rádio Independente


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Foto: Reprodução / Instagram

Já em casa, em Santa Maria, e de repouso em recuperação, o árbitro Rodrigo Crivellaro, vítima de agressão durante uma partida da Divisão de Acesso, em Venâncio Aires, nesta segunda-feira (4), concedeu entrevista para a Rádio Independente.

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Rodrigo levou soco e chute na cabeça do então jogador do São Paulo de Rio Grande, William Ribeiro. O juiz da partida desmaiou e foi levado ao Hospital São Sebastião Mártir, de Venâncio Aires. Já o agressor foi preso em flagrante, e agora está em liberdade provisória.

Rodrigo diz que recorda de minutos antes do ocorrido, quando deu cartão amarelo para Ribeiro. “Lembro no lance onde o atleta supostamente sofre uma falta e eu não dou essa falta e jogo segue e ele reclama contra essa não marcação da falta. Eu parei o jogo para aplicar o cartão amarelo e a partir daí não lembro de mais nada, só de acordar no hospital”, conta.

O profissional fala que já havia vivenciado momentos conturbados em jogos amadores, que segundo ele, são mais recorrentes, mas em uma partida profissional foi a primeira vez, justamente pela segurança que esses jogos possuem.

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O atleta que foi desligado do time São Paulo de Rio Grande, possui ao menos três antecedentes criminais por lesão corporal, um por ameaça e dois por provocação de tumulto. Sabendo disso, a vítima diz que o William não deveria estar nos campos. “Fiquei sabendo depois dos antecedentes dele e inclusive nem era para estar jogando futebol”, analisa.

Ainda abalado, Rodrigo que também é personal trainer, diz que agradece pela vida e não tem sentimentos negativos sobre o jogador. “Não tem sentimento de raiva e revolta até porque preciso agradecer por estar vivo e que minha vida depois da recuperação só tende a melhorar e a vida desse atleta com certeza vai ser muito ruim e é o que ele merece pelo o que fez”, desabafa.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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