Ministério da Defesa repudia fala de Barroso sobre Forças Armadas nas eleições e Fachin diz que “democracia é inegociável”

Barroso participou no domingo de uma mesa sobre democracia e fake news no Brazil Summit Europe 2022, evento realizado por uma universidade alemã


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Participação das Forças Armadas nas eleições 2022 geram discussão (Foto:Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionou no último domingo (24) se as Forças Armadas estão sendo “orientadas” a atacar o processo eleitoral. O Ministério da Defesa disse, em nota, “repudiar qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia”.

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Barroso participou no domingo de uma mesa sobre democracia e fake news no Brazil Summit Europe 2022, evento realizado por uma universidade alemã. O ministro elogiou as Forças Armadas, de onde disse não sair “notícia ruim” desde a redemocratização, mas afirmou haver agora um esforço para atraí-las “ao varejo da política”, o que seria trágico para a democracia.

“Desde 1996 não tem um episódio de fraude no Brasil. Eleições totalmente limpas, seguras e auditáveis. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar? Gentilmente convidadas a participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo?”, disse o ministro. “Tenho uma expectativa de que as Forças Armadas não se deixem seduzir por esse esforço de jogá-las na fogueira das paixões políticas. Até agora, o profissionalismo e respeito à Constituição têm ocorrido”, acrescentou.

Em nota publicada ainda na noite de domingo, especificamente em resposta à fala de Barroso, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse que “afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (25) que a Justiça Eleitoral “avança com passos firmes” na missão de diplomar os candidatos que forem eleitos em outubro. Ele também defendeu que “atacar a Justiça Eleitoral é atacar a democracia” e que a “democracia é inegociável”.

“O Tribunal Superior Eleitoral avança com passos firmes em direção ao cumprimento da sua missão de diplomar as eleitas e eleitos das futuras eleições gerais não apenas porque fazemos bom uso de recursos tecnológicos”, disse Fachin.

Segundo ele, o êxito e credibilidade do TSE “têm raiz na crença que compartilhamos de que a democracia é inegociável, de que a Justiça Eleitoral é um patrimônio imaterial da sociedade brasileira e de que atacá-la equivale a atacar a própria democracia”.

Fonte: Agência Brasil

 

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