Ministério da Saúde não recomenda uso de polvos de crochê em incubadoras

Governo não proíbe bichinhos, mas diz que não vê comprovação científica dos benefícios.


0

Ministério da Saúde enviou uma nota técnica a todas as secretarias estaduais do país, no último mês, para informar que não recomenda o uso de polvos de crochê em incubadoras de recém-nascidos. Segundo o governo, não há comprovação científica sobre os benefícios do bichinho como instrumento terapêutico.

O ministério informou que isso não significa que o polvo está proibido, ou que faça mal aos bebês. A nota técnica é assinada pela Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do ministério. Segundo as coordenadoras do setor, a melhor forma de cuidar dos recém-nascidos é o chamado método canguru, adotado desde 2000 no país, e que prevê o contato direto, pele a pele, entre bebês e familiares.

Os bonecos de crochê são feitos em fios 100% algodão, com oito tentáculos de 22 centímetros – muitas vezes, os bichinhos são maiores que as próprias crianças. Antes de serem colocados nas incubadoras, os objetos precisam ser esterilizados para evitar infecções. Em geral, os bebês podem levar os bichos para casa quando recebem alta médica.

Virou febre

Os polvos de crochê surgiram em um hospital universitário da Dinamarca, em 2013, e ficaram conhecidos como “projeto Octo”. No Brasil, uma das primeiras unidades a adotar o método foi o Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. Lá, os bonecos começaram a ser usados no fim de março.

Segundo os defensores da iniciativa, os polvos envolvem os bebês e aumentam a sensação de acolhimento das incubadoras, evitando choques e acidentes nas paredes do leito. Além disso, os tentáculos remeteriam ao cordão umbilical da mãe, dando sensação de proteção ao bebê.

Polvo ou canguru?

O governo federal classifica os polvos do projeto Octo como um “brinquedo”, e nega que a semelhança dos tentáculos com o cordão umbilical seja suficiente para despertar algum conforto extra ao bebê.

Em contrapartida, o Ministério da Saúde classifica o método canguru como um “modelo de assistência integral”, que começa na gravidez de risco e segue até o recém-nascido alcançar 2,5 kg.

Fonte: G1


DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui