Ministério Público visa apoio para resolver problemas de organização e gestão no Novo Tempo I, em Lajeado

Conforme o promotor Sérgio Diefenbach, o próximo passo é se reunir com o novo síndico e empresa responsável pelo condomínio além de buscar apoio do poder público municipal


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Novo Tempo I conta com cerca de 200 apartamentos localizados no Bairro Santo Antônio, em Lajeado (Foto: Gabriela Hautrive)

Procurando resolver questões de organização, gestão e relacionamentos no Condomínio Novo Tempo I, no Bairro Santo Antônio, em Lajeado, o Ministério Público (MP), através da Promotoria de Justiça Especializada de Lajeado, acompanha o caso e buscará apoio com outras frentes, como o poder público municipal e setor econômico. Conforme o promotor Sérgio da Fonseca Diefenbach, são várias as demandas identificadas no local e o primeiro passo é se reunir com o novo síndico e empresa que administrará o espaço. Uma assembleia foi realizada no último sábado (25) para eleger os novos membros. O promotor, junto com a Brigada Militar acompanhou o momento e ouviu as demandas da população.

Promotor de Justiça, Sérgio da Fonseca Diefenbach (Foto: Gabriela Hautrive)

Um dos problemas mais recentes foram reclamações de moradores sobre a falta de assistência por parte de empresa que administrava o condomínio. Mas além disso, existem questões envolvendo infiltração de água, acesso a energia elétrica e relacionamentos tanto com a Caixa Econômica Federal, como também entre alguns moradores. O promotor destaca que no local vivem muitas pessoas, cerca de 200 famílias, e cada uma tem sua cultura e modo de viver. “São populações formadas majoritariamente por crianças, muitas mulheres, idosos e também homens. Nós temos muitos trabalhadores, muitas pessoas que contribuem para economia da cidade, seja na indústria, na construção civil, ou até mesmo dentro das residências e no comércio”, destaca.

Porém, como trata-se de um condomínio popular formado por origens e hábitos diferentes, há diversos problemas, segundo Diefenbach: “Dificuldades de pagamento das bcontas, prestações com a Caixa Econômica Federal, da água, da luz, do condomínio e esses compromissos em regra comprometem 30% da renda dessas famílias ou mais, e isso se soma a uma precariedade estrutural do prédio”, explica. São situações que também envolvem vazamentos de água, ocupações e abandonos de prédios, e tudo isso vai tornando difícil a gestão do espaço.

Diante do cenário, o MP resolveu participar para ajudar nas demandas, conforme o promotor. “Há um mar de iniciativas que podem ser tomadas, muitas delas para popio para organização interna daquelas pessoas. É um condomínio privado, mas ele precisa de apoio público, pois não é um condomínio simples, ele é complexo. Qualquer condomínio por si só, envolvendo a natureza e os interesses humanos já é complexo, e lá nós temos ainda mais complexidade, então nós temos a convicção que sem um apoio externo será muito difícil manter saúde naquele espaço”. Ele ainda ressaltou que o MP já acompanha a situação há muitos anos e seguirá com os próximos passos agora para uma união de esforços que possam resolver as demandas.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

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