Mistério Público busca viabilizar diálogo que não acontece, diz promotor sobre audiência para debater obras na BR-386, entre Lajeado e Marques de Souza

Encontro entre a CCR ViaSul, DNIT e representantes das comunidades ocorre na quarta-feira (17); expectativa é de que os órgãos apresentem prazos viáveis para a finalização dos trabalhos


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João Pedro Togni (Foto: Eduarda Lima)

As obras de duplicação da BR-386, entre Lajeado e Marques de Souza, têm causado transtornos aos usuários do trecho e moradores de bairros próximos onde os trabalhos são realizados.

A comunidade se queixa sobre os cruzamentos na pista, pouca viabilidade para veículos de maior porte realizarem contornos, falta de travessias e ocorrência de inundações em áreas lindeiras. De acordo com a CCR ViaSul, as obras estão com 92% de conclusão, mas sofreram atrasos em virtude das enchentes de maio.

O promotor da Comarca de Lajeado, João Pedro Togni, diz que “as concessionárias de serviço público têm seus campos de decisão distantes dos locais em que as obras são realizadas e por vezes algumas demandas da comunidade local sequer chegam ao conhecimento dessas pessoas”.

Em busca de proporcionar o diálogo entre a CCR, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a comunidade, o Ministério Público agendou uma audiência pública para a próxima quarta-feira (17), a partir das 14h, em Lajeado. A expectativa é que a partir disso, os órgãos possam apresentar prazos viáveis para a finalização dos trabalhos. “Se questiona a concessionária, se o prazo for extremamente dilatado se trabalha numa próxima etapa no sentido de sensibilizar que o prazo é excessivo”, garante Togni.

De acordo com ele, a promotoria foi procurada por moradores do Bairro Centenário e a proposta do encontro é que a população aponte suas demandas, ao mesmo tempo que os órgãos públicos possam explicar em que etapa estão as obras.

“É impossível que se abram acessos em todas as ruas, mas também parece inadequado e antieconômico que as pessoas tenham que fazer grandes trajetos para ingressar nos seus bairros”, considera o promotor. Ele afirma ainda que as audiências públicas costumam trazer frutos, nem que seja para ouvir a comunidade.

Texto: Eduarda Lima
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