Modelo cruzeirense fala do seu trabalho e da situação da Coreia do Sul diante da pandemia


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Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

A jovem modelo cruzeirense Amanda Richter está há cerca de um mês desenvolvendo suas atividades profissionais em Seul, capital da Coreia do Sul, no Leste da Ásia.


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Aos 20 anos de idade, a atual rainha da ExpoCruzeiro e Festa do Aipim relata que voltou a sair do país para desenvolver seu trabalho depois de aproximadamente dois anos sem viajar. Escolheu a capital da Coreia do Sul principalmente pela segurança que oferece à sociedade. “O país é um exemplo em todos os âmbitos, mas a segurança é sempre muito importante principalmente para quem, como eu, está sozinha”, assinala. Revela também que em função da pandemia do coronavírus os procedimentos para conseguir embarcar se arrastaram por quatro ou cinco meses.

Amanda conta que ao chegar no país asiático a pandemia estava praticamente estabilizada e as atividades todas retomadas, contudo, “você nem entra no país se sua temperatura corporal estiver elevada. Se perceberem alguma alteração já te mandam direto para um hospital. Na entrada já estão controlando o vírus”, frisa.

Em Seul a modelo divide um apartamento com outras duas modelos também estrangeiras, mantendo todo o cuidado para que nenhuma contraia a Covid-19. Quanto ao idioma, a cruzeirense destaca que todos usam o inglês. “Não sou fluente, mas consigo me virar bem. Não é necessário que aprendamos o coreano”.

Amanda tem contrato para três meses de trabalho e a perspectiva é que fique no país até metade ou final de junho, porém ela diz que o período ainda é uma incerteza. “Dependendo do vírus poderei voltar um pouco antes ou depois”.

O que mais chama a atenção da brasileira é a responsabilidade social de toda a população coreana frente ao coronavírus. “O governo até criou um aplicativo para que cada pessoa se autodiagnostique todos os dias. Entro no aplicativo e respondo um questionário a respeito de sintomas que possa estar sentindo. As notificações são diárias. Percebo que o governo faz o possível e o impossível na luta contra a pandemia”, destaca.

Amanda reforça que o dia a dia da população está praticamente normalizado, mas que o uso de máscaras é imprescindível e as pessoas estão realmente adeptas. “De 50 pessoas, talvez você veja uma sem a máscara”, observa. Ela acrescenta que os comerciantes precisam trabalhar usando luvas e se manter do lado de trás do balcão respeitando uma determinada distância dos clientes. A modelo também percebe o uso de muito álcool em gel, o qual está disponível por vários pontos da cidade, dentro e fora dos estabelecimentos.

Ao chegar na Coreia do Sul, Amanda precisou cumprir duas semanas de quarentena, o que é obrigatório para todos que vêm de fora. “Agora a situação está tranquila, posso ir ao supermercado ou fazer alguma outra atividade na rua. Não fazemos o uso de transporte coletivo, tendo em vista que a empresa busca e nos deixa na frente de casa. Somos expressamente proibidas de frequentar locais muito cheios como restaurantes, shoppings e festas”, assinala. Ela reforça que o governo está rígido quanto as pessoas que vêm de fora do país, tendo em vista que os últimos testes positivos para a Covid-19 foram justamente em forasteiros. “Mas podemos circular tranquilamente nas ruas, indo em parques e demais locais públicos, desde que estejamos de máscaras”.

Quanto as notícias que chegam do Brasil, a modelo diz que tem acompanhado pelas redes sociais e pela família. “O pessoal da agência também me informa e pede a respeito de minha família no Brasil, em função da situação complicada, principalmente nos grandes centros. As pessoas estão levando um pouco na brincadeira. Pelo que passa nos noticiários locais a situação tende a complicar ainda mais no Brasil se as pessoas não se cuidarem”, conclui.

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