Momento de reflexão marca ato sobre o mês Agosto Lilás no Cram em Lajeado

Ato ocorreu nesta sexta-feira (6), no Centro de Referência e Atendimento à Mulher


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Histórias de uma nova vida sem violência marcaram o ato de celebração ao Agosto Lilás, mês de combate à violência contra a mulher, em Lajeado. O momento de reflexão ocorreu nesta sexta-feira (6), no Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), setor vinculado à Secretaria da Segurança Pública (Sesp), e teve o objetivo divulgar material informativo sobre a violência contra a mulher.

No evento estiveram presentes o prefeito, Marcelo Caumo, a vice-prefeita, Gláucia Schumacher, o secretário da Sesp, Paulo Locatelli, o secretário da Saúde, Dr. Cláudio Klein, a delegada titular da 19ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, Shana Luft, a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Lajeado, Márcia Bernini, a representante da Associação Casa de Passagem do Vale, Ioná Carreno, e membros da comunidade.

Para iniciar o momento foi apresentada a equipe do Cram, que é composta por uma coordenadora e assessora jurídica, Ana Maria Lazzaron Pereira, uma assistente social, Magda Rigo, e uma psicóloga, Elizabeth Liell, que atuam no atendimento das mulheres que buscam apoio contra a violência doméstica. Este apoio foi demonstrado nos relatos de duas mulheres que conseguiram sair do ciclo de violência por meio do Cram. Elas contaram sobre a violência doméstica que sofreram e sobre como uma mudança de vida foi possível após identificarem os prejuízos das relações matrimoniais. “O Cram é a porta de entrada para essas mulheres vítimas de violência, é onde são acolhidas, ouvidas, empoderadas, fortalecidas, resgatando sua auto estima”, explicou a coordenadora Ana Lazzaron.

O mês de agosto é o escolhido para tratar do tema porque neste sábado, 07/08, se comemora 15 anos da Lei 11.340 de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Em seu depoimento, a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Lajeado, Márcia Bernini, explicou os impactos da lei. “A Lei Maria da Penha deu voz às mulheres e deu visibilidade para a violência que tanto se escondia. Hoje vemos uma sociedade muito mais engajada em combater a violência contra a mulher porque a Lei Maria da Penha estabeleceu uma nova realidade no nosso país”, falou a delegada.

Para finalizar o encontro, a vice-prefeita, Gláucia Schumacher, agradeceu às mulheres que prestaram o depoimento sobre as suas experiências com a violência. “A pandemia do Covid-19 entrou nas nossas vidas e nos fez esquecer de tantas outras pandemias, como a pandemia do violência, que está sempre entre nós. Esses depoimentos são importantes para trazer a informação de que violência não é normal, e além disso, é importante que tenha um lugar de acolhida para essas pessoas vítimas de violência, que é aqui, no Cram. Porque não basta saber que não é normal, também é necessário ter um espaço de acolhida”, disse Gláucia.

Os representantes das entidades receberam folders informativos sobre a violência contra a mulher, com números para denúncias, informações sobre o ciclo de violência e demais conteúdos que serão distribuídos e servirão como um alerta para as mulheres vítimas de violência. AI/VM

 


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