Moradores criticam fechamento do Posto de Saúde do Bairro Auxiliadora, em Estrela

Atendimento para esta comunidade será feito no Posto Central.


0
Josuel Arli Silveira e Iranilda Silveira moram há 20 anos na esquina do Posto de Saúde (Foto: Caroline Silva)

Nesta terça-feira (9) a Secretaria Municipal da Saúde de Estrela informou que o Posto de Saúde do Bairro Auxiliadora será fechado. A justificativa seria porque o proprietário da casa onde a unidade básica está instalada solicitou a rescisão do contrato. Os atendimentos encerram nesta sexta-feira (12) e a comunidade deve procurar os serviços no Posto Central, no Bairro Oriental.

No entanto, a informação não agradou alguns moradores do bairro que recebiam atendimento na unidade básica de saúde, como o aposentado Josuel Arli Silveira. “A maioria é pessoas de idade e às vezes não tem veículo e tem que ir no postão. A gente tem carro, mas pensamos na comunidade. Temos que ver o que vai acontecer”, observa.

Quem também reclama é a proprietária de padaria, Janice Scheibel, que tem um filho acamado e que necessita semanalmente dos atendimentos do posto. “Para mim caiu como uma bomba porque eu não esperava isso. Para mim ficou muito ruim porque eu é só atravessar a rua e já chegava no posto. Como tenho um filho acamado, ele toma remédios controlados então não consigo aceitar esse posto fechar com tantas pessoas que precisam”, comenta.

Janice Scheibel e o filho Jonatan Luis Scheibel (Foto: Caroline Silva)

Segundo o secretário da Saúde de Estrela, Celso Kaplan, a administração municipal e a secretaria estudam uma solução. “Primeiramente a preocupação da Secretaria da Saúde foi de que a comunidade do Auxiliadora tivesse atendimento no Posto Central. A nossa preocupação a partir de agora é de vermos um outro imóvel, mas dentro das condições que a gente precisa. A vontade da administração e da secretaria é que a gente tenha uma estrutura própria e que possa abrigar uma Estratégia Saúde da Família (ESF).

O bairro contava com posto de saúde há 27 anos, porém em diferentes locais. O contrato vigente foi assinado em 2019 e o município pagava R$ 810 por mês para ocupar o imóvel situado na Rua João Paulo I.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui