Moradores do Bairro Universitário, em Lajeado, pedem direito de sossego e criam abaixo-assinado

Insatisfação é com consumo de entorpecentes, entrada de residências e prédios nas redondezas com forte odor de urina nas manhãs seguintes ao funcionamento dos pubs/bares


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Moradores reclamam de barulho vindo dos bares localizados na Avenida Avelino Talini, em frente ao bloco 1 da Univates (Foto: Caroline Silva)

Mais uma vez moradores do Bairro Universitário, em Lajeado, se mobilizam contra a perturbação de sossego na Avenida Avelino Talini. Desta vez, foi criado um abaixo-assinado direcionado ao prefeito Marcelo Caumo. Conforme o texto do documento, a insatisfação é com o barulho vindo de quatro pubs/bares localizados em frente ao prédio 1 da Univates e com o uso de terrenos aos estabelecimentos, seja para estacionamento, seja para acomodação das pessoas.

Um morador, que prefere não se identificar, diz que são situações corriqueiras, como consumo de entorpecentes em terrenos junto aos bares. “É normal vermos garrafas quebradas, forte odor de urina, já se flagrou situações de consumo de drogas, e obviamente o tráfico está ali também, depredação de postes de iluminação pública. Não se é contrário ao entretenimento, mas passou do limite do sossego e da sujeira que fica no dia seguinte”, explana.

O que os moradores pedem com as assinaturas:

1. Que seja determinado o encerramento das atividades dos pubs/bares que foram mencionadas;

2. Que as atividades desenvolvidas em terrenos abertos, cujo desenvolvimento do entretenimento se dá de forma irregular e extremamente ruidosa;

3. Seja determinada a instalação de isolamento acústico nos locais de funcionamento.

O que diz a prefeitura

O secretário de Segurança Pública de Lajeado, Paulo Locatelli, diz que a prefeitura tem conhecimento da situação, e que entenda ambas as partes. “É um problema que já se arrasta há algum tempo. Entendemos e procuramos ter empatia em relação aos proprietários dos bares e da comunidade local, nada justifica os excessos. Queremos um equilíbrio, tanto para os proprietários dos bares, quanto para os moradores”, comenta.

Locatelli conta que a secretaria realiza frequentemente operações, e a pasta de Planejamento e Urbanismo já está com um expediente sobre a acústica dos bares. “Já temos um expediente desta situação solicitando a acústica desses locais e isso compete à Secretaria do Planejamento, que, provavelmente, será encaminhado ao Ministério Público. Estamos fazendo operações integradas em horários diferentes para potencializar a sensação de segurança”, relata.

O que diz a Brigada Militar

O comandante do 22º Batalhão da Brigada Militar, major Fábio Kuh, fala que a perturbação de sossego é uma ocorrência comum aos finais de semana e orienta as pessoas manifestarem o desejo de representar judicialmente para um trabalho mais eficiente da BM. “É uma ocorrência muito comum aos finais de semana, principalmente entre quinta e domingo. A gente comparece se a pessoa quer representar, porque se não a gente faz um papel de ‘bobo’. Vamos lá, pedimos para baixar o som, saímos e pode acontecer de aumentar o som novamente”, conta.

O comandante também disse que sempre é conversado com os proprietários de bares. “A gente conversa com o dono do bar e falamos que estamos recebendo ligações, mas geralmente as pessoas não querem dar o nome e se expor, e aí fica difícil”, comenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

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