Mortes inesperadas em função da Covid favorecem desenvolvimento do luto patológico, analisa psiquiatra  

A culpa é um sentimento comum para quem perde um familiar, ainda mais na morte pela Covid em função do isolamento e distanciamento social, analisa Rafael Moreno.


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Foto: Ilustrativa

Em sua participação no quadro “Direto Ao Ponto”, o psiquiatra Rafael Moreno falou sobre o impacto que as mortes esperadas e inesperadas têm sobre o psicológico das pessoas. As análises foram feitas durante o programa Troca de Ideias desta quinta-feira (20).


ouça a análise

 


Nas chamadas mortes esperadas, o processo de luto já inicia quando o indivíduo está no período final de sua vida. Na morte inesperada, o luto se desenvolve só depois e, em geral, são processos bem mais difíceis de lidar. “Em geral são as mortes que deixam mais sequelas para quem fica”, percebe Moreno.

Fica aquela sensação de que poderia ter feito ou falado algo, confirma. A culpa é um sentimento comum para quem perde um familiar dessa forma, ainda mais na morte pela Covid em função do isolamento e distanciamento social, nota o psiquiatra.

“O ritual que o ser humano adota é necessário para a gente consiga fazer esse processo de luto normal”, ressalta. “O que a gente está vendo com a Covid é indivíduos sofrendo com esse luto patológico por essa forma de despedida.”

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