Motogirl de Lajeado se recupera de cinco cirurgias após grave acidente de trânsito e precisa de ajuda

Hannah Micaela Junqueira dos Santos, de 26 anos, precisa sustentar três filhas e pagar aluguel. Necessita de fraldas e doações em dinheiro para despesas e tratamento


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Hannah está com os braços enfaixados e acamada em casa enquanto se recupera (Foto: Gabriela Hautrive)

A tarde do dia 19 de outubro de 2021 ficará marcada para sempre na vida de Hannah Micaela Junqueira dos Santos, de 26 anos, mesmo que ela não lembre de muitos detalhes sobre aquele dia. Trabalhando como motogirl, a lajeadense fazia entregas de moto em diferentes locais da cidade, e no final do dia, quando iria concluir o trabalho, colidiu na traseira de uma Kombi na BR-386, em Lajeado. A partir disso, sua rotina agitada mudou drasticamente. Com três filhas pequenas e morando de aluguel, Hannah está em uma cama de hospital colocada na sala de casa. Ela precisa de doações de fraldas e auxílio financeiro para custear as despesas.


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A motociclista conta que os dias após o acidente estão sendo bem difíceis. “Eu convivo com bastante dor, tento sentar todos os dias no leito, mas tenho muita dor na coluna. Então, sempre tento fazer depois das medicações que é quando dói menos.” Do momento da colisão, Hannah não lembra de muita coisa. “Eu só lembro que eu estava indo para o Centenário e dai apaga, eu não lembro nem de entrar na BR”, conta.

Devido ao impacto da batida, em que o corpo foi contra o veículo, ela sofreu fraturas nos pulsos, pélvis e mandíbula, tendo que passar por cinco cirurgias. “Eu coloquei primeiro o fixador externo para estabilizar a fratura da pélvis porque todas as vezes que me viraram tinha muita dor”, conta.

annah praticava a mesma profissão de sua mãe, que também é motogirl (Foto: Gabriela Hautrive)

Desde então, Hannah está com gessos nos dois braços, quebrou um dente e ainda passou por um procedimento interno. “Por causa da batida, eu tive hematomas dentro do canal vaginal e eles sangraram, então tive que passar por outra cirurgia, onde já ajeitaram também meus fixadores.” A motogirl sempre foi uma pessoa muito ativa e independente, por isso enfrenta esse momento com muita dificuldade. “Eu sempre fui a que ajudava as pessoas. Hoje em dia eu dependendo de ajuda até para tomar água”, completa. Ela recebe auxílio de sua mãe, seu namorado, irmã e filhas.

Usando fraldas e sem conseguir fazer suas atividades básicas sozinha, Hannah comemora pequenas conquistas. “Faz uns dois dias que eu consegui me virar de lado sozinha na cama pela primeira vez e isso foi uma grande vitória, mas mesmo assim dói. Eu não posso ficar sozinha porque tenho medicação para tomar praticamente de duas em duas horas”, relata.

Sua alimentação é apenas líquida e pastosa, com adicional de suplementos. Além disso, necessita de auxílio para tomar banho, que é feito na cama mesmo. Sobre sequelas pós recuperação, os médicos ainda não possuem um diagnóstico, tudo dependerá de como for a evolução diária de Hannah.

Uma das filhas de Hannah ao lado dela (Foto: Gabriela Hautrive)

Como ajudar

Para quem deseja ajudar de alguma forma na recuperação da Hannah e despesas de sua casa, pode fazer doações em dinheiro através do site Vakinha Online com nome de “Moto Girl Hannah” ou pela chave PIX, que é o CPF: 025-640-190-05. Entregas de outras doações, como fraldas, podem ser feitas na Rua Dona Leopoldina, número 683, no Bairro Florestal.

O acidente

O acidente que causou diversas fraturas em Hannah envolveu sua motocicleta CG 125 de Lajeado e uma Kombi com placa de Teutônia. A colisão traseira foi na BR-386, em Lajeado, por volta das 16h da terça-feira, dia 19 de outubro, próximo ao viaduto da ERS-130. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motociclista bateu na traseira da Kombi, onde estavam quatro passageiros.

Hannah, então, teve ferimentos no rosto e nos braços. Ela foi encaminhada pelo Samu para atendimento médico. Na tarde do acidente, Por causa do acidente o trecho, no sentido capital-interior, ficou bloqueado para a retirada da vítima e dos veículos por aproximadamente 30 minutos, sendo depois liberado.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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