Muitas vezes perdemos o melhor da vida por não mensurarmos as consequências de nossas perdas

Algumas perdas são reparáveis. Outras, nem tanto. Cabe a nós termos a inteligência para lidar com as adversidades


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Foto: Pexels / Ilustrativa

Ontem, por volta de 12h40, as plataformas do Facebook, Instagram e WhatsApp enfrentaram problemas e pararam de funcionar, casualmente (ou não) um dia após suposto vazamento de informações por uma ex-funcionária. As ações da empresa no mercado financeiro chegaram a apontar queda de aproximadamente 5% durante a tarde, causando enormes prejuízos para a empresa. Essa parada certamente gerou, para muitos de nós, a sensação de perder algo que, antes, parecia não fazer muita falta.

Por várias vezes peguei o celular para mandar mensagens e imediatamente lembrava que estava fora. Talvez a própria empresa não tenha dimensionado tamanha perda. Por isso resolvi escrever sobre “quanto custa não ter”. Ontem, aconteceu com as plataformas do Facebook, mas pode acontecer com inúmeros outros fatores em nossas vidas, como objetos, tecnologias, ou até mesmo com emprego, relacionamentos.


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Algumas dessas perdas são facilmente reparáveis. Outras, nem tanto. O que cabe a nós é termos a inteligência de saber lidar com essas adversidades. Há alguns dias, eu conversava com um cliente que estava com dificuldades no relacionamento conjugal. A situação se agravava porque sua esposa tinha reações desproporcionais aos fatos. Um exemplo foi que, por ter esquecido de parabenizar sua esposa pelo dia da nutricionista que foi em 31/08, a esposa, nutricionista, ameaçou pedir divórcio. O marido, cansado das pesadas ameaças, pediu o divórcio e ambos sofrem até hoje por uma decisão impensada, desproporcional.

Reações assim podem demonstrar muitas coisas, entre elas que o relacionamento já estava desgastado por inúmeros outros motivos. Mas também podem levar um relacionamento ao término por motivo fútil. Seria como incendiar a casa para eliminar o móvel com cupim, ou pôr o carro fora para não precisar trocar o óleo, ou matar o boi para eliminar o carrapato.

Reações desproporcionais podem gerar consequências graves. Depois, nem sempre é fácil lidar com a catástrofe gerada pela inconsequência de nossos atos. É por isso que devemos medir essas consequências. Dimensionar quanto custa não ter pode ser um grande diferencial. Às vezes, estamos tão acostumados com algo que não conseguimos dimensionar o preço da perda.

Demitimos funcionários sem pensar nas consequências, compramos coisas supérfluas sem mensurar prejuízos. Brigamos por coisas que passam longe de alterar os resultados. Por isso que devemos, sempre, pensar muito sobre nossas decisões para, depois, agirmos com a certeza da decisão tomada. Pense nisso e colha os frutos das melhores decisões. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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