Mulher é condenada a 70 anos de prisão por estuprar e vender material pornográfico dos filhos em Porto Alegre

A condenação teve por base a perícia realizada em um telefone da mulher, além de quatro telefones e um notebook do homem


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Operação Parador 27 foi realizada no RS nesta quinta (Foto: Grégori Bertó/SSP-RS)

Uma mulher foi condenada a 70 anos e 10 meses de prisão por estuprar, produzir e vender material pornográfico dos filhos. As fotos e vídeos eram vendidos para um pedófilo, que foi condenado a 39 anos pelos crimes de estupro, armazenamento de material pornográfico e aliciamento de crianças. O caso aconteceu em Porto Alegre.

“A gente conseguiu embasar a sentença judicial porque encontrou compartilhamento desses arquivos. Tinha produção de pedofilia, de abuso infantil, tinha venda desses arquivos. O que agrava a pena dela é que, por ser mãe, ela tem o dever de proteger as crianças, e não era o que estava acontecendo ali”, diz o chefe da seção de informática forense do Instituto-Geral de Perícias (IGP), Marcelo Nadler.

A condenação teve por base a perícia realizada em um telefone da mulher, além de quatro telefones e um notebook do homem. O laudo comprovou o envio dos arquivos em troca de dinheiro. A sentença saiu em abril e os dois já estão presos. Na época dos fatos, as crianças tinham 10 meses e dois anos. “Ele explicava detalhadamente como era o vídeo que ele queria, o que aparecesse, e seguidamente ele reclamava do material enviado por ela. Então, ele fazia uma nova solicitação, exatamente do tipo de conteúdo que ele queria ter, ela praticava e mandava para ele. O interessante [é] que ele fazia isso com outras pessoas também. Ele usava esse material obtido com ela para outros pais, outras pessoas fornecerem da mesma forma que [ela] fornecia pra ele”, detalha Nadler.

De acordo com o IGP, a análise é feita em cada um dos arquivos encontrados. Nesses casos, inicialmente, é determinado se as imagens envolvem crianças e adolescentes. Depois, são procurados elementos para determinar se as fotos ou vídeos foram compartilhados ou vendidos, agravantes que aumentam a pena. As perícias que investigam a pornografia infanto-juvenil formam a maioria das solicitações recebidas pela Seção de Informática Forense do IGP em 2021, chegando a 56% de todos os laudos concluídos no ano. O IGP informa dicas para responsáveis protegerem as crianças na internet.

Fonte: G1

 

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