Mulher trans concorrerá a Miss EUA pela 1ª vez na história

Kataluna Enriquez, representante do estado de Nevada, terá a chance de concorrer a uma vaga para o Miss Universo, que em 2018 teve sua primeira candidata transsexual, Angela Ponce, da Espanha


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Foto: Divulgação

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma mulher trans foi escolhida para participar do concurso de beleza Miss EUA, que acontece em novembro deste ano.

Kataluna Enriquez, representante do estado de Nevada, terá a chance de concorrer a uma vaga para o Miss Universo, que em 2018 teve sua primeira candidata transsexual, Angela Ponce, da Espanha.

“Esta vitória é uma grande honra, especialmente durante o mês do Orgulho Gay”, disse Enriquez ao ser coroada na última semana.

A jovem começou a participar de concursos de beleza para mulheres transgêneros em 2016, quando tinha 22 anos – mas foi só no ano passado que encarou seu primeiro concurso com mulheres cis.

Cisgênero, ou cis, é o nome dado para aquelas pessoas que se identificam com o sexo designado no nascimento.

‘Nossas vozes contam’

A jovem de origem filipina, que não esconde ter sofrido atos de racismo e violência por ser transgênero nos EUA, disse que participar de um concurso de beleza como esse era uma forma de resistir.

“Sou tudo o que está sub-representado neste país. Nossas vozes contam”, disse a Miss em entrevista ao jornal ‘Las Vegas Review’.

Além da beleza estonteante, Enriquez é também bastante talentosa: estilista, ela desenha e costura todos os vestidos que usa durante as competições.

Vaga para o Miss Universo

A jovem agora tem uma nova meta: representando o estado de Nevada, ela pretende levar a coroa e com ela uma vaga para o Miss Universo, concurso que reúne as belezas de todo o globo.

Desde 2012, o Miss Universo aceita competidoras trans – mas apenas uma chegou até o concurso, a espanhola Angela Ponce, que concorreu, mas não levou, em 2018.

Antes delas, o concurso Miss Universo enfrentou uma forte polêmica ao desclassificar a Miss Canadá Jenna Talackova da final “por não ter nascido mulher”.

Depois da má repercussão do caso, a organização do concurso, que pertencia na época às Organizações Trump – do magnata e ex-presidente americano – mudou as regras da disputa.

Fonte: G1

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