“Municípios querem participar da construção do novo Modelo de Distanciamento”, afirma presidente da Famurs

Governador Eduardo Leite fará mudanças no Distanciamento Controlado a partir de 10 de maio


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Foto: Arquivo / Divulgação

O Governo do RS anunciou nesta terça-feira (27) mudanças no Modelo de Distanciamento Controlado, com flexibilização na regra de salvaguarda que, automaticamente, passa todo o estado de preta para vermelha. Além disso, foi suspensa a cogestão neste estágio e revelado que o Piratini pretende substituir o atual modelo por um novo a partir de 10 de maio. O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, participou de uma reunião com o governador Eduardo Leite, o presidente da Assembleia Legislativa do RS, Gabriel Souza, e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, momento em que o Leite informou das modificações.


ouça a entrevista

 


Em entrevista à Rádio Independente na tarde desta terça-feira, Maneco afirmou que as mudanças “evidenciam que o modelo estava perdendo a credibilidade, que as modificações sem referência técnica, baseadas na pressão e decisão politica do governador iriam tirar a credibilidade do modelo que até o ano passado vinha nos conduzindo bem”.

“O resultado está nesta confusão toda que temos hoje no estado: volta aula, não volta aula, bandeira A ou bandeira B”, aponta o presidente da Famurs. “Acho que o governador acabou se perdendo na quantidade de modificações que fez, na ausência do diálogo, porque ele tomou as últimas decisões de maneira autoritária, sozinho”, recorda Maneco.

Ele lembra que, na última sexta-feira, os municípios já tinham sugerido a retirada da salvaguarda, que viabilizaria a bandeira vermelha no RS e também o retorno das aulas presenciais. “Mas o governador preferiu fazer essa confusão com o Judiciário”, lamenta.

O presidente da Famurs afirma que os municípios querem fazer parte da discussão e construção do novo Modelo de Distanciamento Controlado, que entrará em vigor a partir de 10 de maio. “Não pode estabelecer normas justificativas técnicas e sem ouvir os prefeitos”, defende Maneco. “Os municípios querem participar da construção do novo Modelo de distanciamento”, afirma o presidente da Famurs.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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