Na COP26, RS se compromete em reduzir pela metade as emissões até 2030

Presidente da Fepam-RS e a chefe de gabinete da entidade contam detalhes dos encontros que debatem, em Glasgow na Escócia, ações para combater as mudanças climáticas


0
Chefe de gabinete Isa Carla e a presidente da Fepam-RS, Marjorie Kauffmann (Foto: Divulgação)

Uma delegação gaúcha está presente 26ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP26), realizada em Glasgow na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro. No programa Troca de Ideias desta terça-feira (9), a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam-RS), Marjorie Kauffmann, e a chefe de gabinete da entidade, Isa Carla Osterkamp, mostraram bastidores do evento e contaram os objetivos RS no evento. De acordo com elas, a ideia é levar experiências e trazer aprendizados do evento.

Nestes encontros os países, organizações e entidades realizam discussões, conferências e encontros de trabalhos, assumem compromissos e revisam metas, além de apresentarem as suas realidades locais no combate às mudanças climáticas e na busca pela redução de emissões de gases poluentes.

“O RS veio com o seu time de meio ambiente”, ressalta Marjorie. De acordo com ela, o estado teve o cuidado de construir uma cartilha informativa com seus projetos que estão aptos a receber investimentos. As iniciativas contemplam desde redução e neutralização de emissões, bem como metodologias para fomentar a recuperação do meio ambiente.

“Ao meu ver, o mais importante e significativo é que começamos a pensar de forma diferenciada de cada estado de nosso país”, comenta a presidente da Fepam-RS. Conforme a gestora, é necessário aprofundar a temática e executar nos diferentes aspectos dos países.

Marjorie Kauffmann ressalta que o RS está empenhado em mitigar os danos ambientais. Neste sentido, ela pontua que ações de captura são tão eficazes como pensar somente na redução de emissões. Com essa linha de pensamento, a gestora ambiental adianta que o Governo do Estado deve lançar, dentro do programa Avançar RS, ações de financiamento para mensurar emissões, além de ampliar as estações de monitoramento da qualidade do ar. Atualmente, o RS tem seis delas.

Governador, chefe da Casa Civil e secretário do Meio Ambiente em Glasgow na COP26 (Foto: Divulgação)

Conforme a chefe de gabinete da Fepam-RS, a bióloga Isa Carla, cerca de 40 mil pessoas devem participar da COP26, ao longo dos dias do evento. Ela destaca que todos os participantes utilizam máscaras e realizam testes contra a covid-19 diariamente. Para ela, as regras são bem estabelecidas e estão sendo cumpridas adequadamente.

Isa detalha que o Brasil tem dois espaços na COP26, um do Ministério do Meio Ambiente e outro hub onde ocorrem discussões, workshops e conferências. Para ela, os dois espaços poderiam estar juntos, em um ambiente mais amplo, para demonstrar a ação brasileira nessa frente ambiental de modo conjunto.

As gaúchas e lajeadenses notam que os estados estão muito preocupados com as mudanças climáticas, estão fazendo a sua parte independente das ações do governo federal. Marjorie e Isa observam que os estados amazônicos puxam a frente e recebem mais atenção, mas outros entes federativos como o RS tem papel importante nesta temática.

Na COP26, o Rio Grande do Sul se comprometeu em reduzir pela metade as emissões até 2030. A presidente da Fepam-RS afirma que há um grupo de trabalho que está há mais de dois anos delineando ações e propostas para chegar a esse objetivo. Entre as ações que buscam potencializar, estão a captura e a geração de energia a partir do biometano.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui