O delegado de Estrela, José Romaci Reis esteve na Rádio Independente na tarde desta quarta-feira (07) para falar sobre o caso envolvendo um jovem de 22 anos que trabalha como DJ e foi espancado após sair de uma festa, na rua Júlio de Castilhos, no Centro de Estrela, no início da manhã do domingo (28).


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O caso causou muita repercussão nas redes sociais. De acordo com relatos em redes sociais, Luís Fernando de Ávila (22), conhecido como DJ Fernando Rustty, sofreu ferimentos graves no rosto, fraturando alguns ossos da face. Um amigo de Fernando, Vinícius Maassen, também foi agredido da ação. Os dois são moradores de Estrela.

Para o delegado, a lesão de Ávila tem relação com o ex-relacionamento de Maassen com uma menina, que é apontada como o pivô da questão. “Ela era ex-namorada de uma das vítimas, e internamente na boate eles andaram trocando alguns olhares e chegando mais próximos. O namorado atual dela não gostou muito disso, e provavelmente as agressões tenham se originado deste fato”, comenta.

Segundo relato de Vinícius na rede social Facebook, os amigos teriam saído do estabelecimento por volta das 6h e, ao chegarem em seu veículo, depararam-se com dois pneus rasgados. Em seguida, apareceram seis indivíduos portando paus e facões, que desceram de um automóvel.

Reis comenta que o atual namorado era quem conduzia o veículo. Ele explica também que os agressores ao derrubar Ávila, conseguiram agredi-lo. Ele comentou ainda que um dos agressores teria afirmado que não estava presente no local da agressão, que já teria se dirigido para casa.

O inquérito ainda não foi concluído. Nesse período, já foram identificados três suspeitos, destes, dois estão presos por participarem, de fato, da ação. Um quarto se apresentou à Polícia para esclarecimentos, mas ainda não está preso.


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De acordo com Reis o próximo passo é indiciar os suspeitos pelo crime que teriam realizado. Ele explica que é um processo longo, que deve se estender por meses ainda.

“Não é interessante que haja essa circulação nas redes sociais, porque isso pode causar uma impressão diferente da realidade dos fatos. Às vezes se comentam coisas que não tem a mínima possibilidade de ter acontecido daquela forma e isso impute na cabeça das pessoas como se fosse algo de outro mundo, coisa que é bem natural. No caso ali, poderia ser sido uma reação justa a uma agressão [..] Tem que ter muito cuidado com as redes sociais ao ler e se interpretar o que se lê, porque pode atrapalhar bastante nossa investigação, pois a tendência pode ser para ambos lado”, frisa o delegado. KO

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